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Na última década, a febre literária infanto-juvenil ficcional tem girado em torno de romances com personagens que, devido as suas peculiaridades, encantam a mocidade. Estamos falando dos vampiros, cada dia mais presente em nosso cotidiano, mas que, infelizmente, ninguém mais conhece suas verdadeiras características. E é neste ponto que chegamos: como comparar o Drácula, clássico de Bram Stoker, com os demais? Isso soa como uma ofensa.

Conde Drácula viveu em seu castelo na Transilvânia, localizado na Romênia. A fim de procriar a sua espécie, ele contrata um corretor de imóveis inglês, Jonathan Harker, que o instrui como adquirir propriedades na Inglaterra. Aos poucos, Harker começa a perceber que o seu anfitrião possui hábitos assustadores e passa a entender que tornou-se um prisioneiro. Após um tempo, ele consegue fugir e encontrar-se com sua noiva Mina Murray.

De volta ao cenário inglês, Lucy Westenra, amiga de Murray, começa a apresentar estranhos sintomas como palidez e dois orifícios no pescoço que nunca cicatrizam. John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood pedem ajuda ao médico e cientista Dr. Abraham Van Helsing, que logo compreendera que a jovem fora uma das vítimas dos ataques de Drácula. Devido a fraqueza decorrente a falta de sangue, Westenra falece, mas renasce como uma vampira e começa a se alimentar de crianças durante à noite.

Ela seria uma das milhares de pessoas que estavam aumentando a espécie de vampiros, porém, Van Helsing põe fim a sua existência pregando-lhe uma estaca no coração e cortando-lhe a cabeça. Murray é a próxima das vítimas, mas Harker, Seward, Morris, Holmwood e Van Helsing travam uma incessante busca pelo conde, decididos a destruí-lo e salvar os demais já infectados. No fim, conseguem atacá-lo em seu próprio castelo, na Transilvânia.

No capítulo XVII do livro de Stoker, o autor menciona as principais características dos vampiros. Esqueça essa ideia de que vampiros e lobos são inimigos, de que podem brilhar e/ou sair no sol, de que podem sobreviver sem sangue humano, entre outras coisas. Entenda o porquê:

“O vampiro não morre com a passagem do tempo simplesmente; fortalece-se quando pode dispor do sangue dos vivos. E mais do que isso, vemos que pode mesmo rejuvenescer. Mas não pode se fortalecer sem a dieta de sangue; não come outra coisa. O amigo Jonathan, que morou com ele durante semanas, jamais o viu comer. Não produz sombra, nem se reflete no espelho, como Jonathan também teve ocasião de constatar. Tem uma força prodigiosa, outra constatação de Jonathan. Pode se transformar em lobo, como deduzimos pela chegada do navio a Whitby, onde ele despedaçou um cão; pode se transformar em morcego, como Madame Mina viu na janela em Whitby e como foi visto na janela do quarto de Lucy. Pode surgir no meio do nevoeiro, como mostrou o capitão do navio, as parece que esse nevoeiro é limitado e só fica em torno dele próprio. Pode vir sob a forma de poeira, como Jonathan viu se dar com as irmãs no castelo de Drácula. Pode se tornar pequeníssimo, como nós próprios vimos quando Miss Lucy entrou numa fenda diminuta para o túmulo. Pode ver no escuro, o que é uma grande coisa. Pode fazer tudo isso, mas não é livre. Está mais preso que o escravo na galé ou o louco na cela. Não pode ir aonde quer. Não pode entrar em lugar algum pela primeira vez, a não ser que alguém da casa o convide, embora, depois, possa entrar à vontade. Seu poder, como o de todas as coisas malignas, cessa com o nascer do dia. Apenas em certas ocasiões tem uma liberdade ilimitada. Se não está no lugar ao qual pertence, só pode se mudar ao meio-dia ou no momento exato do nascer e do pôr do sol. Assim, ao passo que pode fazer o que quer dentro de seus limites, quando mora em seu túmulo, sua casa infernal, seu lugar sacrílego, como vimos na cova do suicida em Whitby; em outras ocasiões, só pode se mudar na oportunidade propícia. Existem coisas que o afligem tanto que não tem poder contra elas, como o alho, que nós conhecemos, e entre as coisas sagradas, como símbolo, meu crucifixo. Há ainda outras coisas: um ramo de rosa-silvestre colocado no seu caixão o impede de sair de lá; uma bala abençoada disparada contra seu caixão mata-o de verdade, e, quanto à estaca, vocês já conhecem seu poder, assim como a cabeça cortada. Vimos isto com nossos próprios olhos. Assim, precisamos descobrir a habitação desse ex-homem, prendê-lo em seu caixão e destruí-lo.”

Convenhamos que não é à toa que, Drácula, de Bram Stoker, é considerado um clássico da literatura universal. Para dar mais veracidade a história, o autor escreveu o livro na técnica literária denominada “epistolar”, que consiste em desenvolver a narração através de cartas. O sucesso do romance também rendeu diversas adaptações para o cinema e o teatro, servindo inclusive de inspiração para outros autores.

Apesar de ter sido escrito em 1897, Drácula não é o primeiro vampiro da ficção popular, porém, é o mais famoso. Vale a pena conhecer Lord Ruthven, personagem famoso em peças de teatro sobre vampiro; ou então, ler os poemas do livro Christabel, de Samuel Taylor Coleridge. Outra autora que dedicou várias escritas sobre estes seres é Anne Rice.

Você pode até se apaixonar (ou ter se apaixonado) pelas histórias de Stephanie Meyer, com sua audaciosa saga Crepúsculo. Mas ainda defendo o tradicional e original Conde Drácula. Prove!

Fonte: L&PM Pocket

Fonte: L&PM Pocket

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