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Meu primeiro contato com Stephen King aconteceu no ano retrasado. Renomado autor da atualidade, sempre ouvi o seu nome nos burburinhos que envolvem a literatura de terror, minha preferida. E é muito fácil saber, logo de cara, se você gostará de suas histórias ou não: basta ler O Iluminado; quem gosta, vicia e quer mais, e quem não gosta, não gosta, ponto final.

De lá pra cá, li outros best sellers de King – como O Cemitério, A Hora do Lobisomem, Insônia, A Coisa e Jogo Perigoso. A mais recente se chama Quatro Estações, que trata-se de uma edição única com quatro contos diferentes: Primavera Eterna, Verão da Corrupção, Outono da Inocência e Inverno no Clube.

Resumidamente, Primavera Eterna acontece sob o cenário da prisão de Shawshank, no período após a Segunda Guerra Mundial. Andy Dufresne, um bancário que fora preso injustamente ao ser acusado de matar sua esposa e seu amante, demora mais de 30 anos para planejar a sua fuga e conseguir realiza-la. Red, que está preso perpetuamente, é o cara que escreve os relatos e conta a impressionante saga de Dufresne para conquistar a sua liberdade.

Em Verão da Corrupção, a narrativa conta a história de Toddy Bowden, um menino inteligente e curioso que descobriu a verdadeira identidade de um nazista fugitivo em terras americanas que se chamava Kurt Dussander, mas respondia como Arthur Dunker. O conto, a grosso modo, é uma mistura de orgulho, poder e persuasão. Cada personagem tem o seu segredo e um está nas mãos do outro, onde se envolvem em um jogo de interdependência.

As peripécias de quatro adolescentes de Castle Rock em busca de aventuras é a principal característica em Outono da Inocência. Teddy Duchamp, Vern Tessio, Gordon Lachance e Chris Chambers são jovens curiosos que descobrem que Ray Brower, o menino desaparecido, está morto. E o pior, sabem onde encontra-lo. A procura pela morte é cercada de mistérios e violência, encerrando-se com um final bastante trágico.

Inverno no Clube tem um contexto atordoante: um clube de idosos da alta sociedade que se reúnem para contarem histórias. Histórias de terror. Emlyn McCarron é um médico aposentado que conta sua assombrante narrativa no dia de Natal. O relato envolve si mesmo e Sandra Stansfield, uma jovem pobre que descobre que está grávida e será mãe solteira. Não bastasse estar rodeada de dificuldades, a personagem teve um fim chocante, envolvendo muito sangue e horror.

Ler Stephen King é como estar em uma montanha-russa: você entra e não consegue ir até a metade; tem de ir até o final, por mais que o coração esteja quase saindo pela boca. A sensação de atordoamento, apesar de ruim, é o melhor sentimento do mundo. King é o “rei” em tirar o fôlego de seus leitores.

E antes que falem que sou aficionada pelo autor e coisa do tipo, quero ressaltar que nem todas as suas histórias são realmente exuberantes. Algumas, inclusive, até decepcionam. Mas o que faz com que, mesmo assim, devoremos as suas palavras é o modo traumático que ficamos em pós-leitura. Aliás, surrealidade seria o substantivo perfeito que explicaria porquê King provoca muitos efeitos colaterais.

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar, pois as palavras as diminuem. É difícil fazer estranhos se importarem com as coisas boas de sua vida.”

Fonte: Editora Objetiva

Fonte: Editora Objetiva

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Um pensamento em “Quatro Estações (King, Stephen)

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