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Continuando minha lista infinita da literatura clássica, eis que me deparo com um romance que põe em dúvida os meus argumentos citados no post do livro Orgulho E Preconceito, de Jane Austen. Será mesmo os britânicos os melhores do mundo neste quesito? Sim, eles ainda continuam no topo. Mas há um contexto inexplicável em O Grande Gatsby, do americano F. Scott Fitzgerald, que o torna tão bom quanto os europeus.

O cenário “nova iorquino” é o ambiente da história de amor vivida por Jay Gatsby e Daisy Buchanan. Separados pela condição social, o casal é uma prova de sentimentos que resistiu as diferenças, bem como ao tempo. Durante o período da Primeira Guerra Mundial, após a queda da economia, a sociedade americana procurava formar grupos e quem não possuía status financeiro, era banido da convivência.

Gatsby sempre foi pobre, enquanto Daisy era o seu oposto. Depois do seu retorno dos combates em terras alemãs, ficou milionário de modo que muitos desconfiavam da procedência de tanta fortuna. Com o objetivo de reconquistar o amor de Daisy, agora já casada com Tom Buchanan, o inteligente Gatsby oferecia festas luxuosas em sua mansão com a esperança de encontrar Daisy novamente.

Nick Carraway, um rapaz nobre e honesto, amigo de Tom e Daisy, e também vizinho de Gatsby, acaba ajudando no plano como forma de justiça, visto que Tom traía Daisy com a mulher de seu amigo Wilson, a Sra. Myrtle. Por obra do destino, Tom descobre o passado de Gatsby e Daisy, ficando chocado ao descobrir que sua esposa ainda ama o jovem Gatsby.

A seguir, uma série sangrenta começa a suceder diversos acontecimentos: Daisy e Gatsby acabam atropelando a Sra. Myrtle, que morre instantaneamente com o impacto. Tom, em sua falsidade, relata ao Sr. Wilson o autor da morte de sua esposa, que sai louco a procura do carro amarelo, chegando ao ponto de acreditar veemente que quem a matou estava tendo um caso com ela.

Ledo engano. Ao chegar no local que desconfiara, o Sr. Wilson atira em Gatsby, como se estivesse fazendo o certo. Apesar de Gatsby ter sido o responsável pela morte de Myrtle, a vingança deveria recair sobre Tom também. Nick, o único amigo de Gatsby, sente-se culpado pelo final trágico do homem que queria apenas apagar o passado pobre e solitário.

É como diz o velho ditado: “você só sabe a quantidade de amigos que têm quando morre”. O estilo de vida narrado por Fitzgerald é um exemplo de materialismo versus sentimentalismo. A partir do momento em que as qualidades de uma pessoa são julgadas pelo seu nível financeiro, podemos perceber o quão ridículo é tentar ser feliz prosaicamente.

Quando eu disse que os romances britânicos eram os melhores do mundo, havia um quê de misticismo e esperança em acreditar sempre em “finais felizes”. Mas é difícil não confessar o quão gostoso é ler uma obra que choca as realidades e opiniões. E O Grande Gatsby é um exemplo incontestável.

Observação: neste mês, foi lançada nas telonas mais uma adaptação da obra para os cinemas. O filme conta com a atuação de Leonardo DiCaprio, arriscando a dizer que vale a pena conferir.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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