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O que você faz quando um livro te decepciona? Bom, além de marcar duas estrelas para ele no Skoob, eu geralmente coloco uma música bem depressiva (à la Roxette) enquanto escrevo uma resenha. Afinal, quem nunca “julgou um livro pela capa” ou se deixou levar pela opinião alheia, bem como confiou apenas no título de uma obra? Espero não estar sozinha nessa cilada.

Primeiramente, devo ressaltar a minha ignorância quanto ao contexto deste livro que irei citar, portanto, peço que compreendam a minha opinião. Como relatei no post de 1984, de George Orwell, não tenho conhecimento sobre política. No entanto, também não tenho inteligência sobre religião.

O Advogado Do Diabo, do teólogo Morris West, foi uma das obras mais difíceis que já consumi em minha vida. Confesso que minha dificuldade se resume em somente um fato: nada sei sobre o assunto. O que, de certo modo, fez com que esses seis dias de leitura fossem um verdadeiro sacrifício. Mesmo assim, tentarei discorrer um release.

Um padre, Blaise Meredith, é designado para desempenhar a função de Promotor da Fé, ou como costumam dizer em Roma: “advogado do diabo”. A atividade consiste em investigar a vida de um candidato à canonização, procurando encontrar falhas nas provas dos supostos milagres.

Meredith é então enviado para Gemello Miniore, cidade onde Giacomo Nerone (o futuro beatificado) viveu até a sua morte planejada por Il Lupo. Antes da chegada do advogado do diabo, nenhum morador da região se atrevia a contar o passado de Nerone, que de santo nada tinha. As contradições envolviam relacionamentos dele com uma prostituta, que deu à luz a um filho seu.

Dentre os personagens, podemos conhecer Ana de Sanctis, a condessa da região que se apaixonou por Nerone em vão. Nina Sanduzzi, que deu origem à Paolo Sanduzzi, jovem que despertava desejos homossexuais no pintor Nicholas Black. E Aldo Meyer, principal testemunha que depôs a verdadeira história de Giacomo.

Monsenhor Meredith foi o único da Igreja Católica que conseguiu desvendar todos os fatos existentes contra o candidato a beatificação. É fato que Nerone não foi considerado santo, mas a compreensão que a obra insinua é a de que é preciso solucionar problemas como um homem, excluindo, às vezes, os princípios de certo e errado, bem e mal.

Aí eu te pergunto: como julgar sem ser julgado?

“Penso que temos santos demais e pouca santidade, demasiadas cerimônias religiosas e ceticismo insuficiente, demasiadas medalhas de santos remédios insuficientes, demasiadas igrejas e um número insuficiente de escolas. […] estamos diante da dicotomia que proporciona prosperidade à metade do país e deixa a outra metade a apodrecer na miséria.”

Observação: esta obra de Morris West não deve ser confundida com o filme de mesmo nome. Taylor Hackford, diretor da obra estrelada por Keanu Reeves e Al Pacino, se baseou no livro de Andrew Neiderman.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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