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Um romance que não é bem um romance, um clássico que não é bem um clássico: essa é a minha definição para Solaris, livro de Stanislaw Lem. A sinopse da obra tinha todos os quesitos para encantar um leitor que se interessa por histórias de amor. Só que não. A obra atinge o ápice do romantismo em apenas dois capítulos e até chegar lá, você já está perdido.

A pedido de Gibarian, Kelvin é convocado para investigar o comportamento dos integrantes de uma estação espacial que observa o planeta Solaris. Os tripulantes, Snow e Sartorius, estudam o comportamento do oceano em Solaris, que é completamente diferente do que vemos na Terra: ele é capaz de enviar a cada novo visitante uma réplica de uma pessoa que se conheceu no passado.

Nessa aventura, Kelvin teve a chance de rever a sua amada Rheya. Sem saber se é real ou não, acaba se apaixonando novamente. Por causa dela, confunde-se com o certo e errado e se deixa influenciar pela vontade de consertar o passado. Porém, Kelvin não aceita a ideia de que Rheya não existe e, como destino, perde a sua oportunidade de recomeçar uma nova vida.

A linguagem puramente científica de Solaris atrapalha a compreensão do leitor. É tanta ciência, física, filosofia e história, que o é quase impossível reconhecer o objetivo do livro. Em meio às teorias, é triste terminar um livro com a sensação de não transparência, de incompreensão por negligência.

Pelas sinopses que encontrei na internet, a história adaptada para as telonas fez muito sucesso e acho que vale a pena conferir. Arrisco a dizer que o diretor tenha dado um tom emocional a narrativa que, durante as páginas, mostra-se ausente de sentimentos. Dá-lhe Hollywood!

“Todos sabemos que somos seres materiais, submetidos às leis da fisiologia e física, e toda a força reunida dos nossos sentimentos não pode lutar contra essas leis. Só podemos detestá-las. A fé imemorial dos amantes e dos poetas na pujança do amor, mais forte que a morte, o secular finis vitae sed non amoris é uma mentira. Uma mentira inútil e mesmo boba. Então, fica-se limitado à ideia de ser um relógio medindo o passar do tempo, às vezes escangalhado, outras consertado, e cujo mecanismo, tão logo posto em movimento pelo construtor, engendra o desespero e o amor? Limitar-se à ideia de que cada homem revive tormentos antigos, tanto mais profundos quanto mais cômicos se tornam ao se repetirem? Que a existência humana se repita, está bem, mas que se repita como uma velha canção, como o disco que o bêbado toca sem parar, colocando uma moedinha na ranhura da máquina?”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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