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Existem alguns vícios que são herdados. O meu vício por livros de suspense, por exemplo, é um deles. Cresci em meio a muitos livros, mas somente um autor predominou as estantes da minha casa: Sidney Sheldon. Em meus 21 anos de idade, consegui acumular nove leituras, passando por sucessos como O Outro Lado Da Meia-Noite e Se Houver Amanhã; e por decepções como A Ira Dos Anjos e este último, O Ditador.

Lendo a sinopse, o livro tinha tudo para entrar na lista dos meus preferidos, só que não. Apesar do contexto ser interessantíssimo, a obra deixa muito a desejar. Quem já leu qualquer história de Sidney Sheldon, sabe que é impossível manter o fôlego a cada página virada. Mas nem sempre a perfeição reina.

Eddie Davis é um ator em decadência que aceita um papel secundário em uma peça teatral e viaja para um país fictício localizado na América do Sul, denominado Amador. Lá, uma surpresa o espera: ele é convidado a representar o papel do tirano Ramón Bolívar, ditador da nação é obrigado a se afastar do poder por causa de uma cirurgia.

Porém, nem tudo que vem fácil é de fato fácil. Eddie descobre a corrupção do governante que representa e torna-se alvo de um grupo de pessoas dispostos a assassiná-lo. Devido a sua arrogância e poder, era odiado pelo povo. Mesmo sendo controlado pelo capitão Torres, Eddie consegue mudar o futuro de Amador antes de fugir de volta para Nova York.

Por esse ponto de vista, O Ditador é realmente uma boa história: os personagens combinam com os fatos. Só que o modo como o livro foi desenvolvido é algo que incomoda e muito. Trata-se de uma comparação com grandes sucessos como o insuperável O Outro Lado Da Meia-Noite. A sensação que dá é que não foi escrito por Sheldon.

Tenho consciência do quão fácil é julgar o trabalho alheio, mas como consumidora (aliás, consumidora voraz das obras de Sheldon) sinto-me no direito de opinar. Pouquíssimos autores ganham tanto a nossa confiança e respeito a ponto de fazerem o nosso coração disparar toda vez que abrimos um livro seu.

O amor também tem seus ápices. E fracassos.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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