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Uma trajetória bem sucedida nem sempre é sinônimo de sucesso. Para alcançar o topo da montanha, é preciso fracassar nas diversas tentativas de escalada. A principal característica de quem chega lá, na maioria das vezes, está no fato de acreditar veemente que nada é impossível. Steve Jobs, o legendário homem que revolucionou a tecnologia, é um exemplo.

Em sua biografia, escrita por Walter Isaacson, o leitor tem a oportunidade de compreender a vida de Jobs, pessoal e profissional. Apesar do sucesso ser a parte visível de sua carreira, o fracasso foi o principal companheiro na linha do tempo desse homem que tinha sua forma peculiar de conseguir o que quisesse.

A infância foi marcada pelo fato que, para ele, era de difícil compreensão. Abandonado pelos seus pais jovens, Jobs foi adotado e cresceu sabendo disso. A sensação de abandono, porém, era algo que transparecia em sua personalidade independente. Isso ficou visível quando ele largou o colégio para fazer aquilo que aprendeu a gostar com o pai: eletrônica e engenharia.

É neste momento que a Apple começa a fazer parte das nossas vidas. Uma ideia de seu amigo, Steve Wozniak, mudou a história desses dois jovens apaixonados por tecnologia e também modificou a indústria de computadores. O Apple I e o Apple II foram lançados de forma amadora para o público, mas a visão de Jobs transformaria a invenção de modo profissional.

Nesse meio tempo, conhece Chrisann. Após muitas idas e vindas, a jovem moça engravida. Ambos, que estavam com 23 anos, ainda eram irresponsáveis demais para assumir essa responsabilidade. Jobs, que um dia foi abandonado, cometeria o mesmo erro. Abandonou sua filha Lisa, com quem retomaria contato após muitos anos.

A revolução dos computadores ainda estava prestes a começar. Jobs, em uma de suas visitas pelas fábricas de Palo Alto, conheceu um protótipo que estava sendo desenvolvido pela Xerox PARC. Sua visão o fez sentir que dali poderia surgir um dos produtos que mudaria completamente a vida das pessoas: o Macintosh.

A partir daí, a história é a que todos conhecem. As pessoas iriam descobrir um Jobs arrogante, intratável e difícil de lidar. Sua vontade de criar produtos simples e eficientes fizeram surgir o famoso termo: “o campo de distorção da realidade”. O design seria um dos principais fatores que influenciariam o modo de criação do Mac.

Com a entrada de John Sculley para a empresa, era premeditado o sucesso. Mas, assim como a história de Ícaro: tudo o que sobe, um dia cai. A Microsoft, na época, apostou no Windows e também conseguiu ganhar espaço. O resultado terminou com a saída de Jobs em 1985.

A sua personalidade não iria permitir que ele desanimasse após ser excluído da empresa que ele criou. Com a criação da NeXT e a compra da Pixar, Jobs provaria que não é um sujeito nada comum. Os lançamentos feitos por essas empresas no período de 12 anos foram uma espécie de restauração. Já dizia a frase: “é errando que se aprende”.

A Apple, que já tinha trocado de presidência várias vezes, se viu em queda livre. A solução era uma só: chamar Jobs para alavancar a marca. Em seu retorno, em 1997, até hoje, podemos ver outra parte da revolução: iMac, lojas físicas da Apple, iPod, iTunes, união da Pixar com a Disney, Macbooks, iPhone, iPad, iCloud, enfim. Tudo aquilo que você já conhece.

Nesse tempo, Jobs descobriu o seu câncer. A doença, que corroía o seu corpo, não tinha explicação, apenas doía. Uma dor nos fãs e em todos aqueles que acreditavam nos conceitos e princípios deste homem. Assim como um lutador de boxe, Jobs enfrentou o câncer em diversos rounds. Mas em 5 de outubro de 2011, ele ergueu a toalha.

Jobs deixou um legado imenso: marca, filhos, família, amigos e um modelo de empreendedorismo que é de se admirar. Impossível explicar o que pensei deste homem quando fechei a última página. Só consegui dizer: “Uau!”. Vi muito da minha personalidade neste homem, mas nem por isso sou uma pessoa de sucesso. Personalidades assim surgem uma vez em várias décadas.

Você tem duas formas de mudar o mundo: provocando uma guerra ou uma revolução. Jobs fez os dois. Aqueles que julgam os fãs da Apple como “nerds” ou “macmaníacos” não sabem a sensação que é ser um escolhido para representar a marca. Jobs não quis que a Apple fosse para qualquer um, e aquele que escolheu representa-lo adquirindo um de seus produtos prova aquilo que sempre foi o objetivo da empresa.

Ter bom gosto é um dom para poucos. Apenas os detalhes fazem a diferença num mundo onde tudo é muito igual.

“Lembrar que vou morrer logo é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar nas grandes escolhas da vida. Porque quase tudo — todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo do fracasso ou da dificuldade — simplesmente desaparece diante da morte, deixando apenas o que realmente importa. Lembrar que vamos morrer é a melhor maneira que conheço para evitar a armadilha de acharmos que temos algo a perder. Você já está nu. Não há porquê não seguir o que dita o coração.”

Fonte: SKoob

Fonte: SKoob

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