Home

O entusiasmo tomou conta de mim durante o feriado municipal prolongado* e consegui ler um livro de um dia para o outro. Por sinal, isso deveria ser sinônimo de que a obra é muito boa, no entanto, não foi bem isso o que aconteceu.

Vi muitos burburinhos acerca do mais recente livro do autor britânico Neil Gaiman: O Oceano No Fim Do Caminho. A princípio, confesso que minhas palavras irão transparecer que estou “julgando um livro pela capa”, mas espero que você, leitor, compreenda a minha opinião.

Li as páginas sem perder o fôlego até, aproximadamente, o sétimo capítulo. Acho impossível Gaiman não surtir uma curiosidade no leitor, que se depara com uma introdução de arrematar qualquer coração. Falar sobre a infância, ouvir histórias de quando se era criança é, sem dúvida nenhuma, um dos pequenos prazeres da vida.

No decorrer da leitura, esperei que a história do protagonista (sim, o personagem principal não tem nome), que baseia-se em memórias de uma infância cheia de temores, fosse transparecer mais realidade. Porém, o que vi foi uma típica narrativa cercada de misticismo sobre assuntos relacionados a morte, amor e medo. Desta forma, prefiro não entrar em pormenores, nem discorrer o livro. Sugiro que as pessoas conheçam a obra com os próprios olhos, literalmente.

Quando terminei de ler O Oceano No Fim Do Caminho, fiquei com a sensação de ter lido alguma história do nosso mestre do terror Stephen King. Há um “quê” de identificação ou sentimento de analogia que nos faz ver a obra com outros olhos. Infelizmente os meus olhos insistem em dizer que viram (e sentiram) uma leve decepção.

Na minha opinião, acho que faltou mais. Faltou mais realidade, tangibilidade, identificação e bom senso. Faltou um livro que traduzisse os sentimentos e as emoções dos adultos.Devo ressaltar, acima de tudo, que Neil Gaiman é, sim, um ótimo escritor. Prometi a mim mesma explorar outros livros do autor, como forma de redimir a má impressão que tive a primeira vista.

Quem usa a linguagem jovial como recurso literário corre o risco de acabar convencendo só as crianças. Nem sempre a capa é semelhante ao conteúdo. Este foi o grande pecado de Gaiman.

*26 de julho: Dia de Sant’Ana em Mogi das Cruzes

Fonte: Editora Intrínseca

Fonte: Editora Intrínseca

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s