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Tem coisa melhor do que começar um livro sem expectativas? Sim! Nada é mais prazeroso do que ler uma obra despretensiosamente e, no fim, ser surpreendida pelo autor (que, inclusive, faz você se arrepender de não tê-lo conhecido antes). Depois de tanto postergar, finalmente mergulhei no mundo científico do russo Isaac Asimov. E fico satisfeita em ter acertado na leitura ao escolher o título Azazel.

Azazel é o criativo personagem de Asimov, um demônio de dois centímetros que possui poderes mágicos e uma característica muito interessante: ele gosta de ajudar as pessoas. Mas o que esperar de um ‘diabinho’ com gênio impulsivo? Muitas confusões e histórias recheadas de humor, é claro.

Para entender melhor, George Bimnut e o narrador são os outros personagens que dividem os contos com a simpática criatura de outra galáxia. Toda vez que surge alguma dificuldade, Azazel é trazido do seu mundo para a Terra, a fim de ajudar os humanos com algum de seus poderes especiais.

Os pedidos, na maioria das vezes, são engraçados (e estranhos também!). Tratam-se de desejos que as pessoas normalmente buscam: uma voz mais bonita, uma beleza mais atraente, o poder de salvar a humanidade ou voar, ter o dom da escrita, perder a timidez, arrumar mais tempo para fazer as coisas, ser mais engraçado, enfim.

Mas como vocês sabem, “tudo o que vem fácil, vai fácil”. Já pensou se a gente pudesse comprar inteligência no supermercado, ajustar o relógio para quantas horas precisarmos ou simplesmente plantar um par de asas em nossas costas e sair voando por aí? Este é o ponto principal da obra de Asimov: a ciência está aí para responder que não é possível voar devido a gravidade e que a beleza é questão de genética.

De forma simples e despretensiosa, Asimov faz analogias do cotidiano com a ciência e ainda consegue fazer o leitor dar risada das suas conclusões lógicas e lições de moral. Um jeito divertido de apresentar o mundo como ele realmente é, sem firulas ou balelas. Todo o (pre)conceito que eu tinha sobre “ficção científica ser um negócio chato pra caramba” foi embora na última semana.

Apesar das diversas críticas negativas no Skoob, achei a obra muito boa. Em um mundo tão caótico, o humor é imprescindível. E Asimov acertou em cheio neste quesito. Viva os nerds! (risos)

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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