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Noventa e quatro páginas e um ponto de interrogação. Não existe algo mais triste do fechar um livro e sentir aquela sensação de incompreensão, negligência e ignorância. Morte Em Veneza, do alemão Thomas Mann, tinha tudo para ser mais uma obra na lista dos favoritos, mas não foi dessa vez.

Foi essa escrita complexa e profunda, característica comum da literatura do século XX, que fez com que eu me perdesse entre os parágrafos. O livro conta a história do personagem Gustav de Aschenbach, um homem de meia-idade que viaja à Veneza, província da Itália, e apaixona-se perdidamente (e platonicamente!) por um jovem de origem polonesa.

A princípio, você deve ter imaginado que a obra trata de homossexualidade, certo? Errado. Morte Em Veneza transparece uma narrativa cercada de admiração pela perfeição e beleza alheia, tratando o enredo como uma relação de “inveja” de Aschenbach pelo menino Tadzio.

Ao procurar resenhas pela internet, vi comentários sobre o tratamento do amor como uma idealização. Pensando bem, faz bastante sentido. Afinal, a maioria das pessoas conhece alguém que trata este sentimento como uma meta de vida. Em meio a tantos questionamentos e divergências, a única opinião que prevalece é: Thomas Mann fez com que Morte Em Veneza se tornasse um livro subentendido.

Por um mundo mais explícito, por favor.

“Além de tudo, temos a idade que nosso espírito, nosso coração nos atribuem, e um cabelo grisalho, em alguns casos, significa algo mais falso do que a correção desdenhada.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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Um pensamento em “Morte em Veneza (Mann, Thomas)

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