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Uma das coisas mais difíceis (e tristes) de uma leitura é não sentir vontade de continuar um livro que, logo no início da história, fez com que você sentisse vontade de abandoná-lo. Não faço a mínima ideia de onde criei coragem para ler Sidarta, do escritor alemão Hermann Hesse, até o fim, mas posso dizer que foi uma das melhores leituras do ano.

O livro começa difícil de digerir, com a apresentação do personagem principal, Sidarta, um jovem admirado pelo povoado brâmane. Ele era um homem com uma sede inesgotável por aprendizados e conhecimentos, que questionava tudo e todos e nunca se contentava com o que adquiria.

Um dia, Sidarta saiu da casa dos pais para ir conhecer o mundo afora. Acompanhado do seu amigo Govinda, ele conheceu novas culturas, costumes e hábitos. Ao descobrir a realidade das cidades, sentiu-se enojado com tanto capitalismo e falsidade; então decidiu tornar-se uma pessoa pura, sem desejos, confiando apenas no seu interior.

Como era de se esperar, o personagem se desvia dos seus objetivos e cai num mundo cercado de luxo e desejos, envolvendo o dinheiro. Em certo momento, Sidarta foge da cidade onde passou por todas essas experiências negativas, encontrando apoio e redenção com um balseiro, chamado Vasudeva. Quem quiser conferir o destino de Sidarta, pode conferir na Wikipédia.

Resolvi não continuar a contar o final do livro porque é justamente essa parte que os leitores irão se identificar com o personagem. Quem não desistir da leitura pesada e cansativa que Hesse proporciona em 70% da obra, poderá ter uma grande surpresa com a lição de vida do autor, que nos mostra que Sidarta é o famoso “gente da gente”, um homem passou por muitos altos e baixos até encontrar o que tanto queria: paz interior.

Dentre as diversas lições que o personagem nos mostra, a mais interessante é sobre a arte de esperar, esperar e esperar. Sabe aquele famoso ditado: “tudo o que vai, volta”? Hesse transformou a história de Sidarta em um aprendizado que todos nós deveríamos colocar em prática: esperar.

Descobri que a história de Hermann Hesse foi baseada nos preceitos de Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda. Eu não tenho religião, mas acredito que cada leitor pode absorver um grande aprendizado para si mesmo. Espero que você, leitor, tenha a mesma sorte que eu.

“Quando alguém procura muito pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente. Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se de tudo, não ter meta alguma.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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