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Acho que nunca contei para vocês, mas, apesar de achar que o Brasil é um país ruim, não consigo me enxergar no meio de outra cultura. Quando me deparei com o livro Dublinenses, de James Joyce, fiquei admirada (não sei se seria a palavra certa) com a habilidade de descrição do autor ao relatar o cotidiano, as experiências, os relacionamentos e o modo de vida em Dublin, capital da Irlanda, no início do século XX.

Sempre fui uma pessoa bastante urbana e apaixonada por São Paulo, a terra da garoa. Desde as primeiras páginas, o cenário cosmopolita dos contos de Joyce me agradara de certa forma, devido ao olhar crítico e realista, indo contra a maré da maioria dos autores naquela época.

O Wikipedia descreve “Os Mortos” (The Dead) como um dos contos mais famosos de Joyce. Faz sentido e deixe-me explicar o porquê: reflexão; nada melhor do que uma história que nos faz refletir. A narrativa conta a história de Gabriel Conroy em um episódio na época de Natal, onde as pessoas geralmente passam por situações felizes e desagradáveis.

Nas últimas páginas, Gretta, sua esposa, revela que uma canção ouvida na festa a faz lembrar-se de um rapaz chamado Michael Furey, uma antiga paixão de adolescente que havia falecido. Consequentemente, a conversa desencadeara uma raiva e ciúme em Gabriel, que não sabia do passado da amada.

Senti no meu coração comiseração pelo personagem. Quem ainda se lembra do primeiro amor (de verdade)? Eu me lembro e aposto que você também se lembra. Na verdade, essa sensação de impotência vivenciada por Gabriel é uma situação que todas as pessoas irão passar. Hoje, amanhã ou daqui um dez anos, mas vão passar.

Eu não sei você, mas acho o amor um tanto quanto substitutivo, rotativo… Aceitar um relacionamento é entender que a outra pessoa está deixando um passado para trás, a fim de escrever o presente e até o futuro com a nova companhia. Mas, o que fazer com o ciúme e todos esses sentimentos de poder (que nos trazem uma sensação de fraqueza)?

Se um dia você descobrir a resposta, me chame para tomar um café (por minha conta!).

Observação: Dublinenses é uma ótima opção para quem gosta de leituras rápidas. De qualquer forma, experimente “Os Mortos”. Vale a reflexão!

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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