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Nesse frenesi de Caio Fernando Abreu pra cá e pra lá, é óbvio que uma hora ou outra ia bater a curiosidade de saber quem é esse cara que tanto falam nas redes sociais. Criei coragem e embarquei em Morangos Mofados, renomado livro de contos do autor brasileiro.

E confesso: logo na primeira experiência, senti-me bastante atraída pelo jeito insano da escrita de Caio. A maioria dos cenários, personagens e histórias parecem um pouco com meu querido Velho Buk, vulgo Charles Bukowski (peço desculpas se ofendo alguém com essa comparação).

Gosto quando as palavras parecem vômitos e são cuspidas de uma vez só. E o tal Caio Fernando Abreu abrange facilmente esta característica. É difícil ter que dar o braço a torcer para uma nação que transforma um autor em símbolo de “auto-ajuda”, mas convenhamos: o cara é bom mesmo.

Apesar da boa impressão, acho que demorarei para pegar um livro do Caio novamente. Sim, o cara é bom, mas não excepcional. Senti falta de mais diálogos e menos descrições, de vocabulário fácil e, principalmente, um pouco de otimismo. Afinal, é um tanto irônico elevar o autor como um ícone da positividade quando, na verdade, suas narrativas relatam o contrário.

De qualquer forma, vale a leitura. Mas um conselho: só embarque no livro com a mente aberta.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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