Home

De uns tempos pra cá, em questão de uns três anos, a minha paixão literária é o Charles Bukoswki. O tal do “amor à primeira vista” existe sim (um tanto contraditório dizer isso, se é que você me entende), e o velho Buk é o único autor que eu defendo com unhas e dentes. Sem mais devaneios, o livro da vez foi Mulheres, o meu preferido – a partir de agora.

Tempos atrás, Misto Quente era a obra número um da minha lista, mas depois de mergulhar no mundo de Mulheres, mudei completamente de opinião (acredito que seja culpa do meu estado de espírito, diga-se de passagem).

Na obra, o personagem Henry Chinaski, mais conhecido como Hank, é um escritor alcoólatra amante de música clássica e também filho da puta (desculpem o palavreado!). No auge dos seus sessenta anos, Hank está à procura de seu verdadeiro amor e acaba conhecendo Lydia – e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Valerie, Íris, Sara, Tessie, Cecília e mais um monte de mulheres.

Como um típico homem (sem generalizar), entra na vida dessas mulheres, faz uma bagunça em seus corações, bagunça as almas, enlouquece os medos e ainda as deixa sofrendo com o abandono e o seu desprezo. E, mesmo assim, é impossível não se apaixonar por ele. Afinal, a beleza realmente não é nada quando o assunto é personalidade.

O realismo é a principal característica do Bukowski que mais me chama a atenção, seguido da sua acidez. Honestamente, tenho inveja de pessoas que são desapegadas de qualquer coisa e que não se deixam levar pela opinião alheia; cada página de Mulheres é um misto de poder, submissão e bom humor na medida certa.

Aliás, bom humor é tudo nessa vida. Mais importante que o amor, inclusive.

“As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas.”

“Esse é o problema com a bebida, pensava, enquanto enchia o copo. Se acontece uma coisa ruim, você bebe pra esquecer, se acontece uma coisa boa, você bebe pra comemorar; se não acontece nada, você bebe pra que aconteça alguma coisa.”

“O amor é bom pros que aguentam a sobrecarga psíquica. É como tentar carregar uma lata de lixo abarrotada nas costas, nadando contra a correnteza num rio de mijo.”

 

Fonte: L&PM Pocket

Fonte: L&PM Pocket

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s