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Mesmo com a correria infernal que só o último semestre de curso proporciona, não consegui deixar de lado a minha saga por literatura clássica. Durante as minhas andanças pelo corredor da biblioteca da Universidade Braz Cubas (UBC), encontrei aleatoriamente O Senhor Das Moscas, do britânico William Golding.

Eu não sei como vocês lidam com essa atração entre leitor e livro, mas confesso que fui traída pela intuição desta vez. Peguei o livro no embalo da emoção e, agora que o terminei, senti uma leve pontada de decepção, mesmo levando em consideração as notas altas da obra no Skoob.

O Senhor Das Moscas é uma obra de interpretação aberta e recheada de simbolismos, pois retrata as atitudes de um grupo de crianças inglesas que ficaram presas em uma ilha deserta após a queda do avião que as transportava para longe da guerra.

Ralph, Jack, Porquinho, Sameeric (irmãos gêmeos), Simon e o Senhor das Moscas são alguns dos personagens que demonstram as características comuns das pessoas que somos obrigados a lidar cotidianamente na sociedade, como o democrático, egocêntrico, inteligente, influenciável, religioso etc.

Ou seja, apesar do cenário conflituoso narrado por Golding, é possível subentender que não precisamos estar em uma situação de risco para revelarmos nosso verdadeiro caráter. No meu ponto de vista, O Senhor Das Moscas é uma história cercada de maniqueísmo, onde o leitor começa a duvidar da personalidade humana quando o assunto é razão versus emoção.

Fugindo um pouco desta nuvem de explicações positivas sobre a história de Golding, preciso explicar a minha leve decepção com o livro. Ao contrário do que muitos disseram, O Senhor Das Moscas não é um livro de fácil compreensão (ou será que eu sou muito lerda?). Sim, é claro que o contexto é realmente impressionante, mas o desenvolvimento deixa a desejar em diversos momentos, principalmente durante o período mais conhecido como “perde-recupera-perde-recupera fôlego”.

Não sei se é TPM, estresse, falta de dinheiro ou excesso de expectativas, mas essa é uma das poucas vezes que fiquei extremamente incomodada com a forma de um autor desenvolver os seus “altos e baixos” literários. Mesmo assim, preciso admitir que estou satisfeita com a experiência. Só faltou pisar um pouco no freio… rs

Fonte: divulgação

Fonte: divulgação

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