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Cansada da monotonia da literatura clássica, decidi mudar as táticas de leitura e inventei uma outra aventura literária: ler um livro de cada autor que já ganhou um Prêmio Nobel. Para começar o projeto com pé direito, escolhi uma obra latino-americana chamada O Herói Discreto, do autor peruano Mario Vargas Llosa.

Duas histórias em paralelo são narradas por Llosa: de um lado está Felícito Yanaqué, dono da Transportes Narihualá em Piura, que recebe uma carta anônima exigindo o pagamento mensal de 500 dólares para continuar com sua vida pacata. Instigado pela assinatura dos chantagistas, uma aranha, o empresário pede a ajuda da polícia para descobrir quem está por trás dessa armadilha e surpreende-se ao descobrir que estava sendo traído por pessoas que amava.

Do outro lado está Ismael Carrera, dono de uma companhia de seguros, que decide mudar o rumo da sua vida casando-se com a empregada que sempre trabalhou na casa da família. Além do amor, o casamento tem outro objetivo: não deixar que seus filhos gananciosos, Miki e Escovinha, destruam o império que o pai construiu com muito sacrifício.

A princípio, as histórias de Yanaqué e Carrera parecem narrativas distintas. Na maioria das vezes, precisei de paciência para compreender porque Llosa terminava um capítulo curiosamente e não dava continuidade no próximo. Aos poucos, o autor introduz a relação dos personagens, dando mais sentido para a obra e mais sede para os seus leitores.

Vi muitas resenhas na internet destacando a “não-linearidade” de Llosa em O Herói Discreto, mas, desta vez, não tenho o que reclamar. Faz um bom tempo que não pego um livro que realmente prenda a minha atenção (ou que mereça cinco estrelas no Skoob); a fascinação era tamanha que não consegui enxergar nenhum defeito.

Há quem diga que eu estava tão cega quanto Yanaqué. Vai saber.

“Eu invejo os crentes. Não os fanáticos, claro, que me dão horror. Mas os verdadeiros crentes. Aquela pessoa que tem uma fé e tenta organizar sua vida de acordo com suas convicções. Com sobriedade, sem estardalhaço nem palhaçadas.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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