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Estava aqui relembrando os tempos de escola e percebi que todo aquele desinteresse nas aulas de história refletiram bastante no meu conhecimento. Tive que mergulhar até a última página do livro A Batalha, do francês Patrick Rambaud, para descobrir que os acontecimentos narrados na obra eram relatos referentes a famosa Batalha de Aspern-Essling, conhecida como a primeira derrota de Napoleão Bonaparte.

Baseado em um estudo minucioso de notas históricas, Rambaud escreveu o livro para transmitir o cenário conflituoso da batalha com fidelidade e, claro, sob os olhos de um francês. O fato acontece em maio de 1809, às margens do rio Danúbio, em Viena. Milhares de artilheiros, cavaleiros, hussardos, canhoneiros, soldados e médicos são intimados para vivenciar o massacre que ficaria conhecido pelos 40 mil mortos em apenas 30 horas.

De um lado, o império austríaco do arquiduque Charles. Do outro, o império francês de Napoleão Bonaparte e Jean Lannes. No meio, o rio Danúbio. Muito além dos rios de sangue e tiros de canhões, estão os comandantes, tenentes, coronéis e generais, que buscam estratégias para deter o inimigo. Mas, já parou para pensar o que eles sentem?

Durante a leitura, é possível identificar que Rambaud desenvolve o romance com pitadas do ficcional, aproveitando características dos personagens para criar outras histórias entre os principais participantes da guerra. Em alguns casos, os personagens são imaginários, mas impostos de forma tão sutil que é quase impossível descobrir, a primeira vista, quem é ou não real.

Mais do que a vontade de vencer uma guerra por sua pátria, os personagens têm uma vida comum em paralelo, com medos e paixões como qualquer ser humano. Um dos destaques da obra está Henri Beyle, um jovem que se apaixona e sofre pela bela Anna Krauss em pleno clima de batalha.

Demorei quase duas semanas para digerir a obra, mesmo com a correria do último semestre da faculdade, com TCC para escrever e uma revista para diagramar. Neste caso, a demora na leitura, em partes, significou falta de interesse. Rico em detalhes, A Batalha é um livro para ler sem pressa, devido a grande quantidade de personagens e cenários históricos. Em diversos momentos, o cansaço pode tomar conta dos leitores que são ávidos por emoções mais concretas, como eu.

Observação: ficar sem internet no feriado sempre ajuda a colocar a leitura em ordem.

“Uma alma bem formada espera a felicidade no infortúnio.”

 

Fonte: Alfabiarra

Fonte: Alfabiarra

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