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Meu nome é Luciane Mitie Gunji, tenho 22 anos e sou neta de japoneses. Meus avós vieram para o Brasil no período pós-guerra da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo fugir de todo o caos que o Japão se tornou antes, durante e depois desse doloroso período. O pouco que sei sobre o assunto é resultado das aulas de História no Ensino Fundamental e Médio, mas foi só ler o livro Hiroshima, do americano John Hersey, que passei a compreender muitas coisas com outros olhos.

O meu primeiro contato com a obra foi durante uma palestra com o jornalista Klester Cavalcanti na Universidade Braz Cubas (UBC), onde o convidado citou Hersey como um exemplo e inspiração de jornalismo literário. Não resisti e cá estou comentando sobre um dos melhores livros lidos nos últimos tempos.

Hiroshima retrata a história de seis japoneses sobreviventes dos bombardeios atômicos nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Cada relato foi colhido alguns meses depois da explosão que matou milhares de pessoas e mostra como a disciplina, a coragem e a esperança foram imprescindíveis para que os sobreviventes continuassem (e recomeçassem) suas vidas, na maioria das vezes, sem os membros da família.

Dentre os personagens narrados, estão: Masakazu Fujii, um médico da região, Hatsuyo Nakamura, uma viúva e mãe de três crianças; Terufumi Sasaki, um médico recém-formado; Toshiko Sasaki, uma funcionária; Kiyoshi Tanimoto, um pastor formado no país responsável pelo bombardeio; e Wilheim Kleinsorge, um padre alemão.

No dia 6 de agosto de 1946, a Força Aérea norte-americana realizou seus ataques nucleares em solo nipônico, causando um massacre instantâneo na população. Cada personagem citado acima fez o que pode para sobreviver e, acima de tudo, ajudar para que os outros também conseguissem se salvar dos prejuízos causados pela bomba.

Os relatos de Hersey parecem tão fiéis que chegam a causar arrepio, perturbação e tristeza no leitor. Precisei enxugar as lágrimas em diversos pontos do livro, inclusive. Apesar de não ter presenciado o fato histórico, pude sentir um pouco na pele o que cada um teve que enfrentar na situação. Se eu tivesse que definir Hiroshima em algumas palavras, eu diria dor e medo.

Nada contra os best-sellers da atualidade, mas sou a favor das escolas incluírem esta obra na lista de livros indicados. Hiroshima e Hersey são um exemplo de choque de realidade e é sempre bom contar com a ajuda dos livros para abrir os olhos.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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