Home

Existem livros tão bons que é preciso encará-lo até a última página para descobrir um erro que possa ter passado despercebido. No caso de Pequena Abelha, do britânico Chris Cleave, a hipótese de uma história mal contada passou longe do meu cérebro e, mesmo com a demora de um mês de leitura, a narrativa sobre Little Bee ainda permanece forte em mim.

O primeiro ponto positivo da obra de Cleave começa pela narrativa em primeira pessoa, aproximando o leitor ainda mais da história de Pequena Abelha, uma jovem nigeriana que passou por maus bocados em seu país e fugiu em um navio para Londres; Sarah, uma renomada jornalista e editora de uma revista britânica; e Charlie, seu filho de quatro anos que nunca abandona o traje de Batman.

Fiquei um bom tempo pensando como poderia convencê-lo a ler este livro. Fugi da tentativa de escrever uma resenha e decidi ficar parafraseando algumas anedotas com você. Já imaginou estar em uma situação de perigo e contar com a ajuda de desconhecidos? E já imaginou reencontrar essas pessoas que o ajudaram alguns anos depois? Essa é a temática da obra de Cleave, que une dois destinos completamente diferentes e prova que ainda existe amor em SP, Londres e seja lá onde for.

Eu ainda carrego comigo um preconceito muito grande desses novos autores que surgem diariamente. Capas coloridas e nomes intrigantes sempre chamam a nossa atenção na livraria, mas no caso de Cleave, o buraco é mais embaixo. Pequena Abelha não é um livro bonito, romântico e com final feliz; pelo contrário, é uma história triste, que entrelaça duas sociedades e pessoas distintas, mostrando que o mundo do outro lado do oceano ainda carrega culturas egoístas e sem amor pelo próximo.

Confesso que sempre tive medo de morrer e de sofrer. São duas coisas completamente inevitáveis, mas, às vezes, é difícil explicar o porquê de carregarmos alguns sentimentos desnecessários conosco. Depois de ler Pequena Abelha, os meus olhos passaram a ver a morte de outra forma. Quanto menos a gente se preocupa com ela, menor é o tamanho do sofrimento. Aliás, como muitas outras coisas na vida também.

É um tanto cômico e infeliz da minha parte precisar da ajuda de um livro para enxergar certas coisas com mais clareza. Afinal, as lições de moral como “siga em frente” e “continue sempre assim” são tão comuns que, na maioria das vezes, apenas soam banais. Não é preciso ter sentimento para ler este livro; basta ser humano.

“A partir do momento em que você está preparada para morrer, não sofre tanto com o terror.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s