Home

Antes de começar mais um bate-papo com os leitores, queria enfatizar a minha alegria por ter finalizado o curso de Jornalismo. Após três anos e meio de sofrimento e aprendizado, posso dizer por aí o quão maravilhoso é tirar esse peso das costas. Porém, preciso confessar a minha tristeza por não contar mais com o empréstimo de livros da biblioteca da Universidade Braz Cubas, que acabará acarretando em poucas literaturas clássicas no meu repertório.

Entre os poucos clássicos que carrego no meu iPad, está o romance erótico do autor britânico D.H. Lawrence, intitulado O Amante de Lady Chatterley. O livro, considerado um dos melhores do século, foi escrito em 1928, mas só teve sua impressão no Reino Unido em 1959. Devido ao linguajar sexual explícito em vários capítulos, a obra tornou-se um escândalo na época, sendo inclusive proibido em diversos países europeus.

Dizem as más línguas que a narrativa de Connie “Constance” Chatterley, Clifford Chatterley e Mellors não é uma mera ficção. O triângulo amoroso tem relação com a própria vida de Lawrence, servindo de inspiração para a criação do célebre romance que traria prestígio e renome para o autor.

Qual a primeira coisa que vem a sua cabeça quando você ouve falar de histórias de amor do século XX? Romances proibidos entre as classes díspares. Como era de se esperar de uma narrativa britânica dessa época, O Amante De Lady Chatterley nada mais é do que o relacionamento conflituoso e proibido de uma aristocrata inglesa e seu guarda florestal. E, antes que julguem a personagem feminina e foco central do triângulo, sugiro que leiam o livro e só depois tirem suas conclusões.

Connie e Clifford estavam casados há dois anos quando ele voltou paralítico de uma guerra. Em poucas palavras, a aristocrata estava fadada a viver ao lado de seu marido para o resto da vida, servindo apenas para fazer companhia e cuidá-lo em todas as ocasiões. O sexo, por exemplo, nunca mais seria realizado entre o casal. E é aí que entra a principal discussão: você abandonaria um relacionamento por causa da falta de relações sexuais?

Nesse túnel sem saída, a personagem se vê a mercê de um romance com um homem que pode oferecer quase tudo o que o outro não é capaz. Indo contra os princípios da família de Connie e do próprio Clifford, Lady Chatterley não resiste e cede o seu corpo aos encantos e habilidades do jovem couteiro, que carregava atitudes misteriosas e enigmáticas, deixando a personagem cada vez mais apaixonada por seus gestos.

A obra está longe de ser comparada com as trilogias eróticas predominantes no mercado literário. Quando Lawrence escreveu o romance, acredito que o autor não tinha o objetivo de escandalizar uma obra, e, sim, mostrar que as lindas histórias de amor britânicas não deveriam se basear apenas em obras das irmãs Brontë, como O Morro Dos Ventos Uivantes e Jane Eyre.

É insensato julgar o debate que O Amante De Lady Chatterley impõe, até porque o amor entre classes sociais distintas faz parte do nosso século, diferentemente daquela época em que foi escrito. Ah, o amor…

“O que os olhos não veem, o espírito não conhece: não existe.”

“O ódio é uma necessidade lógica, da mesma forma que o apodrecimento é uma necessidade natural.”

 

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s