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Nunca consegui entender, tampouco explicar, essa minha paixão infinita por literatura policial. Não importa o autor, a estação do ano, a quantidade de páginas ou as características dos personagens: eu sempre fico com a mesma sensação de falta de ar e fôlego quando termino de ler um livro desse gênero.

Dizem que o amor causa “borboletas no estômago”, portanto, acho que a palavra paixão explica um pouco esse vício descomedido por histórias que envolvam crimes, sexo, traições e amor. Desta vez, a obra O Longo Adeus, do americano Raymond Chandler, foi a mais recente aventura policial que desejei que nunca mais acabasse, se é que vocês me entendem.

“Álcool é como o amor. O primeiro beijo é mágico, o segundo é íntimo, o terceiro, mera rotina.”

Quem já leu Sir Conan Doyle, Agatha Christie e Georges Simenon sabe que cada um desses autores possuem um personagem em comum. Detetives particulares. No meu ponto de vista, eles são, em suma, uma das melhores invenções literárias dos últimos tempos e, no caso de Chandler, ele conseguiu criar o seu “Sherlock Holmes” com maestria.

Philip Marlowe é um detetive particular com características únicas: tranquilo, filosófico, apreciador de bebidas alcoólicas, que não tem medo de usar a força física para desvendar os mistérios. Em O Longo Adeus, ele recebe a missão de desvendar os envolvidos na morte de Sílvia Lennox, a filha de um magnata da imprensa, e Roger Wade, um famoso escritor de livros eróticos.

“Se um homem legal reza, isto é fé. Um homem doente rezando quer dizer apenas que está aterrorizado.”

Por se tratar de um romance policial, eu me recuso a contar o enredo da história de Chandler. Tem livro que a gente conta por contar, mas tem outros que a gente não conta porque quer que as pessoas leiam. Acho que vocês entenderam o meu recado, não é? Portanto, se eu fosse você, pararia de ler esse texto por aqui mesmo.

Caso você queira continuar a ler mesmo assim, queria enfatizar que demorei um bom tempo para entender que Chandler é um cara de muitos personagens, sempre interligados entre si. O Longo Adeus é uma daquelas obras em que o “fulano” dos primeiros capítulos, justamente aquele que dificilmente dispensamos atenção, pode ser um dos personagens-chave da história.

Quem não gosta do clima de suspense, dificilmente entenderá a magia por trás de ser surpreendido a cada página virada…

“Sempre encontro o que eu desejo. Mas, quando encontro, não desejo mais.”

“Dizer adeus é morrer um pouco.”

Fonte: Extra

Fonte: Extra

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