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Estava conversando com um amigo sobre a influência do estado de espírito em nossas atitudes. Disse isso porque acredito que o bem-estar próprio influencie a nossa vida em diversas ocasiões e confesso que os meus momentos de leitura não tenham sido muito felizes nas últimas semanas pelo simples fato de ficar doente.

Mesmo assim, ficar “de molho” em casa me rendeu algumas boas leituras e novos conhecimentos. Depois de muita resistência, decidi incluir uma literatura nacional na minha lista de leitura que, a cada semana, torna-se cada vez maior e infinita. E adivinhem qual foi o autor escolhido? João Ubaldo Ribeiro (ele mesmo!).

“[…] a imbecilidade humana não tem limites.”

Os resultados do Google (sim, precisei dele) me levaram para A Casa Dos Budas Ditosos, livro publicado em 1999 pela Editora Objetiva e que contém a narrativa – cômica, irônica e um tanto inteligente – de uma senhora no auge da terceira idade relatando a sua vida e as suas experiências sexuais, de modo a mostrar ao leitor as diversas formas de encarar o sexo sem neuras e com mais simplicidade.

Posso compartilhar um desabafo com vocês? Quando leio livros como esse, só consigo lamentar a minha incapacidade de enxergar os autores nacionais com bons olhos. Não é incrível quando as palavras conseguem quebrar barreiras e preconceitos?

“A gente se acostuma a achar que não pode fazer as coisas e, de repente, descobre que pode.”

Graças a alguns amigos cultos, conheci João Ubaldo Ribeiro em uma tarde no trabalho, mais precisamente no dia 18 de julho de 2014, justamente o dia de seu falecimento. Até então, esse tesouro nacional passou despercebido sob meu olhar. E admito: ler mais de 50 livros por ano não me faz mais inteligente do que alguém que lê menos. A prova tá aí, gente.

Sabe aquele linguajar informal, de boteco cheio em plena terça-feira, acompanhado por copos de caipirinha e cerveja ao lado de alguém com prosa fácil? É exatamente essa sensação que A Casa Dos Budas Ditosos transmite. E, se eu fosse você, daria um jeito de incluir esse livro na sua lista. Luxúria é pecado, mas ninguém precisa saber que você o comete (risos).

Descanse em paz, João.

“A superstição perniciosa generalizada é que é preciso deletar o anterior para aceitar o novo.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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