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Passei grande parte da minha vida ouvindo que a vingança é uma espécie de sentimento negativo que só as pessoas ruins alimentam. Não sei se posso usar isso como justificativa, mas o fato de ser uma pura virginiana me faz entrar nessa lista de pessoas tão julgadas pela sociedade.

A maioria das pessoas dizem que gostam do livro “x” porque, geralmente, se identificam com a história, o contexto e, claro, os personagens. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção no livro O Analista, do americano John Katzenbach, é essa união entre os itens citados acima.

É possível se identificar tanto com uma narrativa? Eu posso dizer com todas as letras que a resposta é: SIM.

“Ser agarrado por uma força muito mais forte do que a pessoa é algo apavorante. Medo e mar formam uma combinação letal.”

Imagine a seguinte situação: você é um renomado analista de uma das principais cidades americanas e recebe uma carta intrigante no dia do seu aniversário. Essa carta diz que você tem que morrer por causa de um erro cometido no passado, só que existe um detalhe: ninguém irá te matar; você cometerá um suicídio.

Como se fosse um jogo, o seu “ameaçador”, que se chama Rumplestiltskin, desafia que você descubra quem ele é. Caso contrário, terá que se matar ou pessoas próximas poderão pagar pelo seu erro. Ou seja, você precisa decidir se a sua vida vale a morte de 52 pessoas.

“Esse é, pensou, o maior luxo da nossa existência: seja qual for a situação, não sabemos quantos dias ainda temos para viver.”

E agora, José? Quem poderá defender o Dr. Frederick Starks?

Eu acredito que não seja nenhuma novidade dizer para os leitores que o responsável por essa história é um dos personagens que menos esperamos. É incrível como os autores do gênero policial conseguem fazer com que os nossos olhos não percebam que as verdades estão bem a frente de nós.

Toda vez que termino de ler um livro desse tipo, fico com aquela sensação de deslumbramento e decepção ao mesmo tempo. Parece que é destinado (acho que essa não é a palavra certa, mas enfim…) que uma história sobressaia a outra, de forma que a gente sempre pensa que nunca haverá um livro melhor do que aquele.

“A vingança, nesse mundo, é uma fraqueza. Talvez até uma doença.”

Se eu tivesse que resumir O Analista em poucas palavras, eu diria: esse é um dos livros que eu gostaria de ter escrito.

“Crie ilusão. Estabeleça a dúvida. Alimente a paranoia.”

Fonte: Lilian Comunica

Fonte: Lilian Comunica

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