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“Por aí podia-se ver quanto era bonita. Mas poucos a conheciam de verdade. Muitas vezes a beleza tem esse efeito sobre as pessoas; ela mete medo, faz com que você mantenha distância. Não é como no cinema, em que a câmara faz com que a beleza pareça alguma coisa convidativa. No mundo real, a beleza é como uma cerca que mantém os outros afastados, que os exclui.”

Eu sempre achei bonito as pessoas dizerem que têm amigos de infância, do tipo que você comia areia aos dois anos ou brincou no parquinho aos seis anos de idade. No meu caso, as amizades mais prósperas surgiram na adolescência. E acho um tanto quanto mágico ver que, mesmo com a mudança de caminhos e escolhas, ainda continuamos juntos.

“Era isso o que as pessoas faziam. Elas iam embora. Talvez nem sempre fisicamente. Mas emocionalmente, mentalmente? Elas nunca se faziam presente quando precisava delas.”

O primeiro livro do ano foi escolhido aleatoriamente, mas estava na minha lista por dois motivos: eu precisava ler algo do Dennis Lehane e uma boa capa sempre é algo convincente na vida de uma leitora. E posso dizer que recomeçar a minha paixão pela literatura com Sobre Meninos E Lobos foi uma questão de sorte, daquelas que você sabe que vai demorar para acontecer de novo.

“E normalmente a dor mais insuportável não era a das vítimas – afinal de contas, elas estavam mortas, livres da dor. O pior era pensar nas pessoas que as amavam e que sobreviviam a elas.”

Como vocês sabem, costumo deixar de resenhar um livro quando: a) ele é ruim ou b) ele é bom demais; no caso de Sobre Meninos E Lobos, o calo é mais embaixo. A obra é tão boa, mas tão boa, que eu até fico na dúvida se não valeria a pena tentar convencê-los a lerem um livro sem nem ao menos saber do que se trata.

“Você alguma vez já pensou em como a menor decisão que você toma pode mudar o rumo de sua vida?”

Um dos grandes exercícios que aprendemos em nossa vida é fazer escolhas. Sejam boas ou ruins, somos condicionados e obrigados a escolhermos as melhores opções nas mais diversas situações. E é exatamente isso que Lehane quer mostrar nesse livro: o poder de uma escolha. O que, quem, quando, como, onde, por quê. Todos esses fatores interferem direta ou indiretamente nas nossas escolhas. E viver é exatamente isso: escolher ou ser escolhido.

“A pessoa a quem você ama raramente é digna do grande amor que você lhe dedica. Porque ninguém é digno disso e talvez ninguém mereça o fardo que isso representa. Você vai ser abandonado. Você vai se decepcionar, vai ter sua confiança traída e vai comer o pão que o diabo amassou. Você perde muito mais do que ganha. Você odeia a pessoa amada na mesma medida em que a ama. Mas, merda, você arregaça as mangas e trabalha – em tudo –, porque envelhecer é isso.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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