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“Seguir alguém com eficácia é algo muito difícil. É raro conseguir o equilíbrio perfeito entre estar longe o bastante para ser discreto e perto o bastante para não perder o alvo de vista.”

 Desde que eu me entendo por leitora, explano por aí que não gosto de sagas e séries. E não sei o porquê. Prefiro um livro com mais de 700 páginas do que o “sentimento” de obrigação em ter que ler pelo menos dois livros para entender um pouco sobre tal história. Me soa um pouco desgastante, sabe.

Mesmo assim, não tenho nada contra esses leitores e autores. Sei que é, nada mais nada menos, uma jogada de marketing para fazer com que o capitalismo literário não morra em pleno século XXI. Por isso, resolvi embarcar na leitura singular de Tequila Vermelha, do americano Rick Riordan, o famoso autor da série Percy Jackson. E posso dizer que a experiência foi uma das melhores nos últimos tempos.

“Um princípio de tai chi: se não quer que alguém fuja de você, fuja dessa pessoa primeiro. Torne-se yin para fazer com que ela se torne yang. Não sei bem porque isso funciona, mas quase sempre eles nos seguem como ar preenchendo vácuo.”

Como vocês sabem, eu tenho um amor inexplicável por romances policiais, crimes e afins. Portanto, é bem provável que a minha opinião sobre o livro de Riordan seja apenas um deslumbramento temporário pelo meu gênero literário preferido. Porém, Tequila Vermelha tem um quê a mais: a linguagem moderna não fez com que o cenário antigo entrassem em conflito. Pelo contrário, Riordan trabalha muito bem nesse quesito.

Jackson Navarre é um detetive policial que resolve voltar a sua cidade para descobrir mais explicações sobre o assassinato do seu pai, ocorrido há dez anos. Durante as investigações, a sua namorada desaparece e então “Tres” se vê obrigado a descobrir também sobre o paradeiro de Lilian Cambridge.

“Metade de mim estava irritada porque eu me importava. A outra metade estava irritada porque eu não me importava o bastante para fazer algo a respeito.”

Como os capítulos se interligam do começo ao fim, é preciso bastante atenção nos personagens para entender quem é o verdadeiro culpado pela morte de Jack Navarre e pelo sumiço de Lilian. Em alguns momentos, a história torna-se um pouco confusa e sem sentido, mas acredito que essa impressão tenha ficado por falta de atenção da leitora (risos).

Observação: quando cheguei na última página do livro, fiquei com uma sensação estranha. A obra soou como um “déjà vu” da minha vida e a pergunta que fica é: quando vale a pena revirar o passado? Nem Navarre explica.

Observação 2: acabo de descobrir que Tequila Vermelha é o primeiro livro da série Tres Navarre. Chateada.

Fonte: Saraiva

Fonte: Saraiva

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