Home

Amadurecer leva tempo. Às vezes, até mais tempo do que se imagina. Mas, quando esse amadurecimento vem na hora certa, a gente até se esquece de que precisávamos de um empurrãozinho para enxergar o mundo de uma forma mais leve. Afinal, já dizia o famoso autor José Saramago: “penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que veem, cegos que, vendo, não veem”.

Antes de começar essa resenha, queria fazer uma confissão pra vocês. Só que preciso que não contem pra ninguém ou que não transformem isso em discussão numa mesa de bar. Eu me sentiria mal por isso. Porque eu queria que vocês soubessem que, apesar da minha inabilidade (não sei se essa seria a palavra certa) com crianças, devo admitir que elas são, na maioria das vezes, os melhores personagens de uma história.

Existe uma certa magia, talvez até sensatez dos nossos sentimentos, ao absorver uma narrativa com personagens infantis de forma diferente dos demais. É como se apenas esses seres pequenos conseguissem transmitir um pouco da inocência e esperança que a gente não costuma mais ver em nosso dia a dia. É como se elas levassem um pouco dos maus sentimentos que todo mundo tem guardado dentro de si.

“Não torne as coisas piores, pensando que dói mais do que você realmente está sentindo.”

Enfim, sem mais delongas. A prosa de hoje é sobre um livro que demorou muito para sair da minha lista. O primeiro motivo é porque eu sempre tive bastante preconceito com best-sellers e o segundo motivo é porque eu tinha vergonha de fazer parte dessa nação que só lê o que está na vitrine das livrarias. Sim, me julgue, sociedade.

Mas, cá estou para contar um pouquinho sobre a minha experiência com O Menino Do Pijama Listrado, do irlandês John Boyne. Talvez você já tenha ouvido falar da história de Bruno, um menino de 9 anos, filho de um comandante das ações do Holocausto, que não entende porque teve de deixar a cidade de Berlim para uma pacata região, onde centenas de judeus estão sendo mortos e judiados nos campos de concentração.

Eu poderia contar todo o enredo que envolve a história de Bruno e seu amigo Shmuel. Vocês iriam chorar (de tristeza e de raiva) com o spoiler que eu deixaria aqui aos olhos do mundo, mas resolvi fazer algo melhor: quero convidá-los para lerem o livro (deixem o filme de lado, vai) e me ajudarem a entender porque existem obras que o tempo não destrói. Tem coisas que é melhor não explicar mesmo.

“O problema da exploração é que você precisa saber se aquilo que encontrou valeu a pena ser encontrado. Algumas coisas estão lá, cuidando da própria vida, esperando para serem descobertas. Como a América. Outras coisas é melhor que deixemos em paz. Como um rato morto no fundo do armário.”

Fonte: Companhia das Letras

Fonte: Companhia das Letras

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s