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Preciso fazer um desabafo. Descobri que fazer uma resenha de todos os livros que leio tem sido uma tarefa árdua. Na maioria das vezes, a gente só quer se divertir um pouco e deixar de lado essa mania de opinar sobre tudo o que lemos. Porém, metas são metas. Mesmo que isso tenha se tornado uma atividade chata (pronto, falei!), estou aqui, firme e forte, para contar a vocês como foi a minha última aventura literária.

“Um instrutor de combate de um braço só, chamado Cliff, (…) me disse uma vez que a dor é algo que você inflige a você mesmo. Outras pessoas fazem coisas com você – batem, esfaqueiam ou tentam quebrar o seu braço -, mas quem produz a dor é você. (…) A dor é um evento. Ela acontece com você e você lida com ela da melhor maneira possível.”

Em junho de 2014, um rapaz havia me procurado no Facebook por inbox, querendo saber se eu tinha a versão em inglês do livro O Vendedor De Armas, do Hugh Laurie (sim, é esse cara que você está pensando mesmo), já que tinha marcado como “quero ler” no Skoob. Respondi que “não” e, desde então, tinha prometido a mim mesma que essa obra seria uma das próximas da lista.

“Mas a regra de qualquer combate, ganhando ou perdendo, é a de repassar tudo na sua cabeça para ver o quanto se pode aprender.”

Conheço Hugh Laurie da mesma forma que a maioria das pessoas o conhecem: por causa do seriado “House”. Apesar de não ter assistido, sempre tive boas referências sobre ele, inclusive no mundo da música, onde seu nome é bastante renomado no gênero Blues. Portanto, era de se esperar que O Vendedor De Armas fosse tão bom quanto a sua carreira. Pelo menos, é o que a maioria das pessoas esperam quando um ator resolve mostrar o outro lado do seu talento.

“Primeiro, nenhum de nós vive em uma democracia. Voltar a cada quatro anos não é sinônimo de democracia. Não mesmo.”

Mas, podemos dizer que “talento” é uma questão de opinião. Na minha, eu diria que Laurie teve uma capacidade muito boa em escrever um livro que conta a história de um ex-militar que recebe a proposta de assassinar um empresário norte-americano. A narrativa se mistura com um pouco de humor, pitadas de sexo e ação – o suficiente para vender alguns milhares de exemplares e conquistar mais fãs.

“Morte e desastre estão sobre nossos ombros a cada segundo de nossas vidas, tentando nos acertar. A maior parte do tempo eles erram. Muitos quilômetros sem uma colisão central. Muitos vírus passam por nosso corpo sem nos atacar. Muitos pianos caem um minuto depois de você ter passado. Ou um mês depois, não faz diferença. Então, a menos que a gente se ajoelhe e agradeça a cada vez que um desastre não nos acerta, também não faz sentido reclamar quando ele acerta. Nós ou qualquer pessoa. Porque não estamos comparando ele com nada. E, de qualquer forma, estamos todos mortos, ou nem nascemos, e toda vida é na verdade um sonho.”

Apesar de não considerar o livro uma verdadeira obra prima da literatura, devo confessar que O Vendedor De Armas é, definitivamente, uma história com bons ensinamentos. Gosto muito quando termino um livro e tenho a sensação de ter aprendido algo, de ter vivenciado algo que não está muito distante da minha realidade e que, de alguma forma, mostra que o mundo é tão diferente e igual ao mesmo tempo.

“Amor é uma palavra. Um som. A associação dela com um sentimento é algo arbitrário, incomensurável e, por fim, sem sentido.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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