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A literatura é um mundo infinito. Li-te-ral-men-te. E um dos hábitos literários que me fizeram perceber que essa afirmação está cada vez mais pertinente em mim é o fato de que tenho alimentado uma atitude peculiar nesses últimos três anos: anotar a recomendação de outros autores nas obras. Confesso que tem sido muito interessante essa tarefa, pois acabei tendo a sorte de encontrar bons autores, como, por exemplo, Ernest Hemingway e Jack Kerouac – devido as histórias de Charles Bukowski.

“Não entendo por que as pessoas que acusam a maconha de instigadora de crimes não vão mais longe e pedem também a proibição do álcool. Todos os dias, você vê bêbados cometendo crimes que não aconteceriam se estivessem sóbrios.”

Parece até história de pescador, mas, foi numa das andanças de Jack Kerouac que acabei conhecendo o grande mestre da literatura beat, William S. Burroughs. Quando li Tristessa, o termo “junky” foi associado muitas vezes com a obra de Burroughs que leva o mesmo nome e conta a história dos dependentes em narcóticos e as suas lutas para se livrar do vício, algo que, infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum.

Assim como a maioria dos autores da geração beat, Burroughs tem uma escrita bem única. Cada parágrafo autobiográfico (a história em Junky é um breve relato das experiências do autor com as drogas) demonstra um pouco do peso de ser um dependente em narcóticos assumido. É uma verdade nua e crua que não costumamos ver por aí no noticiário da TV, nas manchetes de jornais e nas capas das revistas.

Outra coisa muito interessante sobre o mundo literário é descobrir novas obras do autor que acabou de ler, sabe? Burroughs, por exemplo, possui quase 60 obras publicadas, das quais a gente percebe o quão lindo é ver uma pessoa que dedicou mais de quatro décadas de sua vida escrevendo. Mesmo sendo usuário de narcóticos por 14 anos, Burroughs mostra que suas reflexões psicológicas sobre o mundo de um viciado em morfina, heroína, cocaína, remédios e maconha também tem um pouco de sanidade. Ou não.

Observação: o autor Allen Ginsberg está anotado na minha lista de recomendações. Mais uma prova de que ler é, realmente, um mundo infinito.

“Morte é ausência de vida. Sempre que a vida se retira, a morte e a podridão tomam conta.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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Um pensamento em “Junky (Burroughs, William S.)

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