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Pra quem não sabe, o Pitacos Culturais existe há exatamente dois anos sete meses e trinta e um dias. Mais de cem resenhas já foram publicadas aqui e cada vez que escrevo uma nova, sinto como se estivesse começando o blog. Sabe aquela sensação de não saber se devo contar tudo, contar só uma parte ou não contar nada de um livro? Isso acontece comigo com bastante frequência, principalmente após a última página de cada obra.

Faz um bom tempo que não lia um livro que me desse dor no estômago. Digo isso no sentido literal da palavra mesmo. É como se alguém tivesse me dado um soco na barriga, sabe? Mesmo com essa sensação incômoda, posso dizer que não há melhor sentimento no mundo do que esse. Pra mim, isso significa que, de alguma forma, o autor conseguiu tirar de mim mais do que atenção; conseguiu tirar o meu fôlego.

Quando decidi me aventurar na obra Coma, do americano Robin Cook, eu já tinha planejado na minha mente mais uma decepção literária. Sabe como é: quando todo mundo começa a falar pra mim que um livro é bom, já tenho a psicologia reversa trabalhando ativamente no meu cérebro. Ou seja, embarco na história com a menor das expectativas, afinal, evitar decepções é muito importante.

Não queria desanimar vocês, mas 2/3 do livro é entediante. Você passa metade do tempo tentando decorar quem é quem e a outra metade tentando entender porque o Cook criou uma personagem principal tão chata. Ok, nem tudo são flores. E a esperança é sempre a última que morre, não é mesmo? Pois bem, o 1/3 restante do livro é surpreendente. Parece um daqueles filmes de ação em que você fica com o coração na boca.

Aí você chega na última página, fica de queixo caído e finalmente entende porque uma ficção escrita em 1973 se tornou best seller e não perde o seu posto até hoje, mesmo com a diversidade de autores no mercado. Cook tem uma escrita simples, porém, específica do universo da Medicina. Observação: ele é médico e pioneiro nesse tipo de literatura, o que deixa a história ainda mais bacana. Vale a pena.

Pra quem ficou curioso, é só acompanhar a sinopse do Skoob. Já dá pra ter uma ideia do Coma que você vai ter se não ler esse livro. Risos.

“Médico de formação, com prodigiosa imaginação, sempre atento na escolha de temas polêmicos, Robin Cook é muito bem-sucedido neste suspense médico que relata as investigações de Susan Wheeler, bela estudante de Medicina designada para o prestigioso Boston Memorial Hospital. Logo no primeiro dia do seu internato, Susan estranha o elevado número de pacientes que entram na sala de cirurgia para pequenos procedimentos e acabam em… coma. Todos os casos acontecem com pacientes jovens e saudáveis, que saem das cirurgias com os cérebros irremediavelmente comprometidos. Intrigada, Susan faz pesquisa minuciosa nos relatórios do hospital e chega a uma conclusão alarmante: há uma trama criminosa entre os médicos envolvendo o comércio de órgãos para transplante. Ao revelar sua intenção em desvendar o mistério, ela corre sério risco de vida.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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