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Antes de começar esse texto, queria avisar aos meus leitores que essa promete ser uma das mais longas resenhas da história do Pitacos Culturais. Essa é a primeira vez que sinto uma enorme vontade de vomitar as palavras como se não houvesse amanhã e, por incrível que pareça, é também a primeira vez que quero gerar uma discussão por aqui. Portanto, você está convidado a entrar (ou sair) nesse site agora.

Responda rápido: “até onde devemos ir em nome do amor?”. Durante seis dias e um pouco mais de 300 páginas, essa pergunta ficou martelando na minha cabeça. É aquela típica pergunta em roda de bar com os amigos ou almoço de domingo com a família. Você nunca sabe como responder, mas sempre gosta de ouvir o que os outros têm para falar. Afinal, essa pergunta é mais difícil de responder do que a fórmula de Bhaskara.

Acredito que estava beirando a loucura quando decidi me aventurar em uma obra do Nicholas Sparks. Estava procurando o meu Manual de Redação da Folha de S. Paulo na biblioteca do meu trabalho quando vi o livro A Escolha em uma das estantes. Bom, quem me conhece sabe que tenho um enorme preconceito (e ódio, diga-se de passagem) com esses autores que não saem das vitrines das livraria e do boca a boca das adolescentes.

Seria tudo isso um indício de que eu acabaria “pagando com a língua” por ter feito essa afirmação? Pode ter certeza que sim. Dizem que universo é justo e sempre sabe o que faz. E não é que sabe mesmo? E, por mais que eu tente encontrar explicações para ter me apaixonado por Sparks à primeira vista – literalmente -, eu prefiro pensar que ainda existe uma verdadeira leitora dentro de mim. Porque ser leitor, na maioria das vezes, é se sujeitar a ler aquilo que não quer. É entender que se decepcionar ou se surpreender faz parte dos amores e das dores que só um leitor sente.

Mas, enfim. Vamos falar de coisa boa? Sim, caso você ainda não tenha entendido, eu sou uma leitora que se arrepende de ter julgado um autor sem conhecer o seu talento, sem entender o porquê as pessoas o admiravam. “Nicholas Sparks? Credo, nunca vou ler algum livro dele.” Era isso o que eu respondia toda vez que alguém me recomendava-o. Sempre tinha uma repulsa dentro de mim que me fazia parecer uma daquelas adolescentes rebeldes que se julgam as únicas pessoas do mundo.

Só para vocês entenderem o tamanho da minha ignorância, listei abaixo quais eram os meus critérios para não ler Sparks eram:

1- “Ah, mas ele escreve histórias de amor”;
2- “Ah, mas ele é best-seller e está sempre na vitrine das livrarias”;
3- “Ah, mas todo mundo lê e eu não sou todo mundo”;
4- “Ah, mas é livro de mulherzinha (a maioria do seu público é feminino)”*;
5- “Ah, tenho preconceito com autores novos”.

“Mas as coisas mudam. As pessoas mudam. A mudança é uma das leis inevitáveis da natureza, cobrando tributos sobre a vida das pessoas.”

Estar com a mente aberta para mudanças é uma das respostas para a pergunta que fiz lá no começo do texto. Devemos ir em nome do amor, do amor próprio, do amor coletivo, do amor ao próximo, do amor verdadeiro. Sem esperar nada em troca, de forma incondicional, porque a vida e o universo são sempre justos com aqueles que vivem de corpo e alma. E eu posso garantir para vocês que sempre vale a pena seguir o coração.

Ah, mas sobre o que Sparks retrata no livro A Escolha? Corre lá para o site da Editora Novo Conceito e dá uma olhadinha na sinopse. Você não vai se arrepender. E, se quiser bater um papo comigo, responda ali nos comentários: “até onde devemos ir em nome do amor?”. Vou adorar dividir as minhas angústias com vocês.

*93% do público de usuários do Skoob que leu a obra A Escolha, do Nicholas Sparks, é feminino.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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