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No início do ano passado, eu havia feito uma promessa de que iria ler mais autores diferentes e evitar me apegar aos queridinhos que todo leitor tem no coração. Acho que nem preciso dizer pra vocês que eu fracassei na missão, não é mesmo? Afinal, só quem conhece as obras de Stephen King sabe o quão difícil é fechar os olhos para cada lançamento dele nas estantes das livrarias.

“Os que podem, fazem. Os que não podem, questionam as decisões dos que podem.”

Demorei muito tempo para perceber a força de Sob A Redoma tinha. Apesar de ser uma fã de carteirinha do Stephen King, eu achava que tinha outros livros mais interessantes para serem consumidos do que um projeto da Bíblia (isso foi uma piada, galera) com mais de 900 páginas. Mas, se arrependimento matasse, eu mesma já estaria morta aqui.

Um dia, meu namorado e um amigo do trabalho haviam comentado sobre o seriado “Under the Dome”,  da qual a primeira temporada fez um estrondoso sucesso nos Estados Unidos. Nunca fui fã de filme, série ou qualquer coisa que me prendesse a atenção dos olhos numa telinha, portanto, segui o contra fluxo e decidi encarar o livro – que é bastante recomendado no Skoob, aliás.

“Dois podem manter segredo quando um deles está morto.”

Logo nas primeiras páginas, King descreve o nome de todos os personagens que irão te acompanhar nas próximas 900 páginas. O número de páginas, a princípio, não me assusta porque a maioria das grandes histórias do autor possuem mais de 500 páginas, como O Iluminado e A Coisa. O que realmente me deixa impressionada é saber que exatamente 63 personagens estão esperando a minha atenção nas próximas semanas.

Aí você me pergunta: “Lu, como você fez para lembrar o nome de todos?”. Eu simplesmente não lembrei e também nunca precisei voltar ao início do livro para verificar quem era quem. Vesti os meus óculos, respirei fundo e deslizei o dedo pelo tablet. Por incrível que pareça, o autor soube dar o devido destaque para cada personagem, fazendo com que você se lembre deles ao ler novamente essa lista depois de terminar toda a obra (sim, eu fiz isso).

“As ideias são como micróbios de resfriado: mais cedo ou mais tarde, alguém pega.”

Mas, tem um detalhe que me deixa bastante chateada e é exatamente esse o motivo que me faz ficar longe dos filmes e seriados: a falta de semelhança entre livro e a produção cinematográfica. Conversando com as pessoas que comentei no início do texto, pude perceber que os diretores da série (não sei se sob o aval do próprio King) modificaram bastante as características da história que, na minha opinião, é uma das melhores de King, mesmo eu confessando uma leve decepção pelo livro nas últimas 15 páginas.

Não me surpreendi com o desfecho da história. Era de se esperar que King aprontasse o que aprontou e fizesse até com que eu me confundisse sobre o que é ou não é realidade. Os elementos que ele coloca em suas narrativas são extremamente instigantes, nem parece que se trata de mais uma ficção do mercado literário. E é por isso mesmo que eu recomendo a obra com unhas e dentes. Existe muito mais do que um amor e paixão pelo autor: há também um reconhecimento pelo seu talento ímpar.

Observação: ando meio sem tempo para fazer as coisas, mas já me propus a assistir a série nos próximos dias. É só uma questão de tempo mesmo. Quem é leitor sabe que a ânsia pelos livros é bem maior que qualquer outra fome no mundo (às vezes até de comida). Queria aproveitar e deixar a minha caixa de comentários abaixo para trocarmos figurinhas, independentemente se você só leu o livro, assistiu a série ou fez os dois.

Se você veio até aqui procurando uma sinopse de Sob A Redoma, peço desculpas. Não queria que você tivesse lido sete parágrafos para descobrir isso. Só para me redimir, segue abaixo o que tanto queria e que eu, honestamente, não faria melhor.

Retirado do site da Editora Objetiva

Stephen King é um autores mais prestigiados do mundo. Com mais de 350 milhões de livros vendidos, dezenas de prêmios literários recebidos e adaptações de suas histórias para cinema, televisão, teatro e até música, o americano continua escrevendo em ritmo intenso. Em Sob a redoma, apontado pelo jornal New York Daily News como um retorno de King aos “dias de glória de A dança a morte”, o mestre do suspense apresenta uma angustiante história de luta pela sobrevivência.

Na trama, em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer.

Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade.

Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas.

No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.

King já declarou que grande parte de seus romances tem alusões a conteúdos políticos. O autor afirmou, em entrevista à revista Time, que construiu as atitudes totalitárias de Big Jim Rennie como uma alusão à Guerra do Iraque e às políticas intervencionistas de George W. Bush. Sem poupar o ex-presidente do EUA de referências negativas no livro, o mestre do suspense foi elogiado por veículos internacionais por sua originalidade e vigor.

Outros reconhecidos autores de suspense, como Neil Gaiman e Dan Simmons, também não pouparam elogios a este novo romance de King. Com seus direitos comprados pela Dreamworks Pictures, de Steven Spielberg, para adaptação a uma série de televisão, Sob a redoma é um thriller que traz como reflexão a potencialidade das ações humanas para o bem e o mal.

Boa sorte.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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Um pensamento em “Sob a Redoma (King, Stephen)

  1. Pingback: O Nevoeiro (King, Stephen) | Pitacos Culturais

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