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Uma das coisas que mais me deixam chateada é ver que um livro só é lembrado apenas por ser um originador de clássicos filmes do cinema. Poucos sabem que “O Poderoso Chefão” é uma obra literária do escritor Mario Puzo, ou então que “Jurassic Park” é reflexo do talento do autor Michael Crichton. Sim, atrás do que você vê nas telonas há uma mente brilhante que vai além da quantidade de efeitos especiais disponíveis e do renome do diretor em Hollywood.

Honestamente, eu não sabia que o clássico de Alfred Hitchcock – e daquela mulher gritando no banheiro – era uma obra literária de tirar o fôlego. Aliás, eu nem sequer sabia da existência do livro. Para mim, Psicose era apenas um filme da década de 60. E nada mais. Mesmo com uma queda por histórias de terror e suspense, a obra cinematográfica nunca me chamou a atenção porque eu não queria aceitar que pudesse ser tão boa assim.

Psicose foi publicado em 1959 e o que mais me surpreende é o linguajar simples. Tem gente que fica reparando na quantidade de personagens, no enredo e até no nível emocional de um livro. Para mim, o calo é mais embaixo. Até porque, nessa época, era bastante comum que os autores ainda utilizassem a linguagem coloquial, encontrada na literatura do século anterior.

Gosto de parágrafos fáceis, de diálogos curtos e de descrições tangíveis. Quanto mais complicado é o dicionário do autor, mais difícil é o meu nível de compreensão, menor é o meu índice de satisfação e mais demorado é o tempo que levo para terminá-lo. Talvez seja exigência demais, mas com tanta variedade de livros por aí, a gente tem que acabar criando um critério para opinar. Não dá pra sair falando “ai, eu amei” sem ter um embasamento.

Se eu tivesse que fazer um breve resumo da história, seria mais ou menos assim:

Uma mulher rouba uma quantia absurda de dinheiro e foge para a cidade do namorado. É claro que iria dar errado, né? Devido a um contratempo, vai parar em um motel distante na estrada. Lá, é atendida por um homem de atitudes estranhas e suspeitas. Até então, não desconfia de sua personalidade. Porém, é morta por sua “suposta” mãe. O namorado e a irmã suspeitam do sumiço e começam a procurá-la, com a ajuda de um detetive. Para ficar ainda mais divertido, o detetive morre também e ambos começam a desconfiar que há um assassino a solta. As pistas levam para o homem responsável por esse hotel. Até o xerife da cidade entra na brincadeira. No fim, descobrem o que você já sabia: o homem seria descoberto e todos saberiam quem realmente matou os personagens.

Livro bom é assim: você termina de ler e consegue contar para os outros. Só para vocês terem uma ideia, fiquei tão entretida com a história que precisei chegar até as últimas cinco páginas para entender quem realmente era o assassino. Robert Bloch uniu as palavras de forma tão esplêndida que fez com que eu até me recusasse a aceitar o final da narrativa, que não poderia ser melhor do que eu esperava. Afinal, eu não esperava nada mesmo. Existe sensação melhor do que essa?

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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Um pensamento em “Psicose (Bloch, Robert)

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