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A primeira vez que eu me deparei com um livro de histórias infantis foi aos sete anos, quando estava na primeira série em 1998. A narrativa era sobre Alice no País das Maravilhas e tinha um pouco mais do que 8 páginas, e o mais legal de tudo: foi um presente da minha professora devido ao meu aniversário. Na época, eu não tinha a menor ideia do poder de uma história e hoje fiquei feliz em encontrar o livro na gaveta do meu quarto.

Como eu disse pra vocês na minha biografia, tenho memória curta. Não me lembro quando foi a primeira vez que tive contato com a história do famoso Peter Pan, aquele menino que não queria crescer e vivia na Terra do Nunca, lutando com o Capitão Gancho. Com a chegada do filme nos cinemas brasileiros no mês de outubro, prometi que iria ler – a todo custo – a obra original do britânico J. M. Barrie. Eis então que temos aqui mais uma missão cumprida.

Confesso que, no decorrer da leitura, senti uma enorme nostalgia da minha infância. Apesar de ter sido uma criança com o contato próximo de revistas e gibis, os livros de verdade foram aparecer somente aos 12 anos. Olhando alguns perfis no Skoob, percebo o quão atrasada estou na leitura. Isso inclui principalmente os clássicos infantis, dos quais não posso participar das rodas de bate-papo por simplesmente não ter conhecimento que vá além dos personagens principais e alguns outros pequenos detalhes.

Peter Pan, no entanto, foi uma daquelas histórias infantis que não trouxe o encanto que eu esperava (talvez isso justifique o fracasso do filme nas bilheterias dos cinemas). O personagem principal, o menino Peter Pan, não cativa e possui características difíceis de se admirar: é exibido, arrogante, egoísta e teimoso. Sininho, a sua fiel escudeira, também é outra que não dá para entender. No entanto, a menina Wendy é adorável, mas é visivelmente ingênua, enquanto o Capitão Gancho, conhecido como vilão, por muitas vezes parece mais o mocinho do que o próprio Peter Pan.

No meu ponto de vista, o livro de Barrie teve uma construção confusa. Tenta demonstrar a importância das crianças em obedecerem aos mais velhos e responsáveis, mas se perde ao ressaltar as atitudes de um menino que quer ser uma criança para sempre para fugir das tarefas que um adulto tem. Ou seja, que se danem as responsabilidades que a vida nos traz. Ao mesmo tempo, tenta mostrar como a coragem muda o rumo das nossas escolhas e como o tempo é cruel e bondoso ao mesmo tempo.

Talvez, eu esteja arrumando desculpas para justificar a fraca experiência, mas a minha percepção de histórias infantis (aquelas que sempre deixam uma moral) ficou bastante conflituosa após essa leitura. O livro, de todo modo, está longe de ser ruim: foi escrito no início do século XX e tem uma linguagem muito atraente. Mas, ainda acho que faltou muita coisa…

“Quando a criança se aproxima de você, querendo se entregar à você, a única coisa que ela pensa que merece é um tratamento justo. Depois que você for injusto com ela, ela vai voltar a amá-lo, mas nunca mais vai voltar a ser a mesma criança.”

Peter Pan

Fonte: Skoob

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