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Não poderia começar a resenha de hoje sem dizer que temos aqui mais um episódio da saga “achei no metrô”. Bom, se você nunca andou nas linhas metroviárias da cidade de São Paulo, deve estar pensando que eu estava andando por aí e achei um livro por acaso – quem dera fosse. Aqui, na terra da garoa, temos um negócio chamado “máquina de livros”, daquelas que você coloca uma moeda ou nota e seleciona um livro que ficou interessado.

Antigamente, bastava colocar o valor mínimo de dois reais para obter qualquer obra. Agora, é preciso investir um dinheirinho a mais para conseguir um livro. Mesmo assim, a experiência é muito válida. Caso você seja desconfiado, vale até dar uma olhadinha rápida na internet pra ver a sinopse ou críticas de leitores. Posso dizer que, na maioria das vezes, tive um bocado de sorte.

É o caso do livro A Dama Adormecida, do americano Cornell Woolrich. Achei na Estação Corinthians-Itaquera, pelo valor de cinco reais, e ao de saber que era uma história de suspense, não pude resistir. Quem me conhece, sabe que sou extremamente apaixonada por obras de romances policiais e esse tipo de livro é exatamente o que mais tenho na minha estante.

Por muitos anos, considerei o escritor Sidney Sheldon como o melhor da categoria. Os anos passaram e eu percebi que a minha opinião ainda continua. Pra mim, não existe melhor autor do que Sheldon. Faz um bom tempo que não leio uma obra dele, mas acho impressionante como as suas narrativas ainda me encantam de uma forma inexplicável, a ponto de todas as demais obras sofrerem o processo de comparação.

Em A Dama Adormecida, conhecemos a história de Scott Henderson, um rapaz que foi preso e condenado a morrer na cadeira elétrica por um crime que não cometeu – o assassinato da sua esposa. No dia do crime, ele esteve com uma mulher misteriosa, apenas para passar a raiva que tinha sentido por sua esposa não ter aceito o divórcio. O problema é que ele não sabia o nome dessa mulher, tampouco lembrava as suas feições, exceto um chapéu laranja.

Mesmo buscando os outros que podem lhe ajudar a se inocentar, ninguém parece se lembrar dessa mulher misteriosa também. Será que ele estaria ficando louco? Em muitos capítulos, pensei que o personagem principal estava delirando, mas, com o decorrer da história, você começa a entender a trama toda, que se passa em Nova York. Mesmo não tendo nada de excepcional, confesso que A Dama Fantasma é, no mínimo, interessante e curioso e tem um final até que inesperado.

De todo modo, prometi a mim mesma que daria uma segunda chance para Woolrich e me arriscarei com uma outra obra sua, bastante famosa por sinal, intitulada Janela Indiscreta (sim, daquele filme do Hitchcock). Observação: mesmo com tanto reconhecimento, as obras possuem poucas leituras no Skoob. Acho que isso significa bastante coisa também.

“O tempo é um criminoso que nunca é castigado.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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2 pensamentos em “A Dama Fantasma (Woolrich, Cornell)

  1. Não sou familiarizada com esse autor em sua escrita, mas conheço o filme Janela Indiscreta e, quando vi, gostei bastante.

    Que legal isso da máquina dos livros, aqui em POA já teve, mas acho que depredaram e foi retirada de circulação.

    Eu li muito Sidney Sheldon na transição para a adolescência e ele foi uma dos autores que me tornou leitora, junto com Anne Rice e Marian Keyes. Agora, infelizmente, já fazem muitos anos que não leio nada do autor.

    Adorei sua escrita!

    Beeijos
    http://resenhandosonhos.com

    • Tamirez, não vi o filme, mas só de ler os comentários das pessoas já consegui ter uma visão positiva do autor.

      Essa máquina de livros é uma das melhores coisas que já inventaram. Aqui em São Paulo, não rola depredação ou algo do tipo. Pelo contrário, o grande fluxo de pessoas nas estações ajuda a proliferar a ideia. É uma pena que Porto Alegre não tenha.

      Nunca li Anne Rice e Marian Keys, mas já cogitei várias vezes. Vou colocar na minha lista de 2016 e me esforçar pra isso acontecer.

      Obrigada pela visita. 🙂

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