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Uma das vantagens de estudar e se formar em Jornalismo é ter o gosto pela leitura em comum com as pessoas que você trabalha (ok, nem sempre). Apesar de ser uma pessoa muito decidida na hora de escolher os livros que vou ler, sempre gosto de dar uma olhadinha no que as pessoas, principalmente mais velhas e experientes do que eu, estão lendo.

Tive um chefe que, assim como eu, vivia com um livro a tiracolo. Na maioria das vezes, o gênero fugia do meu interesse, mas uma hora ou outra, a gente conseguia debater sobre alguma coisa. Nesse meio tempo, peguei um pouco de interesse em literatura voltada para executivos, sejam livros técnicos ou aqueles de autoajuda mesmo. Portanto, será comum você encontrar algo do tipo por aqui, mesmo que eu já tenha levantado a bandeira de que não tenho muito interesse nesse gênero.

No fim do ano passado, ganhei o best-seller O Monge E O Executivo, do americano James C. Hunter. Apesar de ter esse livro há muito tempo na minha lista, fiquei postergando a leitura. Acredito que, exatamente agora, tenha sido um momento propício para a aventura, mesmo que a experiência mereça uma nota média, sem nada demais para ressaltar.

Não sei se vocês têm interesse no mundo corporativo como eu, mas, antes mesmo de começar a obra de Hunter, já sabia esse livro nunca seria proveitoso para a minha vida profissional. Primeiramente, porque não sou líder e nem tenho pretensões de ser uma, e esse assunto é um dos principais destaques em O Monge E O Executivo. Segundo, porque a liderança tem uma importância única na vida de cada um e, sob meu ponto de vista, a história do executivo John e o frade Simeão não é bem aquilo que eu esperava ler.

Acho que, por ser tão, mas tão clichê, os tópicos abordados acabaram perdendo um pouco de atualidade. As analogias citadas e os personagens criados (além do executivo e do frade, temos uma enfermeira e um sargento) se aproximam da nossa visão atual, mas acabam sendo repetitivos e cansativos. Algumas “lições” são do senso comum e acabam sendo tratadas como diferenciais na história de Hunter, o que me faz achar um pouco forçado.

De todo modo, O Monge E O Executivo é um livro de rápida leitura e de fácil compreensão. Não exige muito raciocínio do leitor e, na minha opinião, deve ser lido mais de uma vez na vida, como a maioria dos livros de autoajuda que existem. É difícil digerir certas discussões quando os seus objetivos já estão traçados ou quando sua visão de vida está limpa. Amém.

“Ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver.”

Fonte: Livraria Cultura

Fonte: Livraria Cultura

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3 pensamentos em “O Monge e o Executivo (Hunter, James C.)

    • Bruna, obrigada pelo elogio. Recomendo a leitura caso goste de livros de autoajuda, daqueles bem clichê mesmo. Um abraço! 🙂

      • Oi Luciane! Não costumo ler o gênero, mas pretendo sim começar um dia, até pra ter novas experiências literárias! 🙂 bjs

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