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No ano passado, algumas semanas antes da famosa Black Friday, encontrei uma promoção matadora no Submarino: dois livros por 15 reais. Aproveitei que tinha ganhado a primeira parcela do décimo terceiro salário e enchi o carrinho sem dó, comprando sete livros – o meu maior recorde literário capitalista.

Confesso que comprei a maioria por pressão e apenas pelo prazer em aproveitar uma promoção, o que resultou na compra de alguns livros que, se eu soubesse que a experiência fosse a qual tive agora, não teria investido meu valioso dinheirinho. De todo modo, considero a compra de livros um investimento (mesmo que sem retorno financeiro) muito proveitoso, então cá estou para contar um pouquinho a minha história com Eu Sou O Mensageiro, do australiano Markus Zusak.

“A gente pode até inventar desculpas pras coisas, mas acreditar nelas, não.”

Comecei a obra muito empolgada. Eu ainda não li A Menina Que Roubava Livros, mas em poucas páginas eu já consegui sentir que o Zusak tem um jeito especial e atraente de escrever. Me sentia como se estivesse conversando com um camarada numa mesa de bar, dividindo uma porção de batata fritas com maionese e uma garrafinha de água (sim, sou dessas).

Na metade do caminho, continuei bastante empolgada. Sabe como é, a história do Ed Kennedy e sua missão de entender o enigma das cartas de baralho que recebe em sua casa tem lá o seu charme. Ás, paus, espadas e copas, os quatro naipes transformando o dia a dia de um jovem taxista com uma vida medíocre. O que ele demora para descobrir é que essas charadas o transformam numa espécie de salvador, de herói sem capa, fazendo com que todos os meus brilhos nos olhos se apagassem.

Eu Sou O Mensageiro é uma obra boa? Sim, claro. Mas a montanha russa de emoções não conseguiu fazer com que eu chegasse à última página e me sentisse comovida pela história de um homem em busca da razão da sua existência. São mais de trezentas páginas de mais do mesmo, mesmo que seja um “mais do mesmo”bom. O que faltou foi um pouco de reviravolta, de um final infeliz (por que não?) e até de um personagem que parecesse menos um comercial de margarina.

“Às vezes as pessoas são bonitas. Não pela aparência física. Nem pelo que dizem. Só pelo que são.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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