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“Nunca minta quando você pode falar a verdade. A verdade nem sempre é o caminho mais seguro, mas quase sempre é.”

Todo livro tem uma história. Não aquela história que o autor conta, mas, sim, sobre o momento em que leitor e obra se encontram. Afinal, cada livro carrega uma linha do tempo em nossas vidas, fazendo com que contemos sobre cada experiência sob uma perspectiva diferente. No caso de Mr. Mercedes, do Stephen King, a história é uma das mais lindas (pelo menos para mim): esse é o primeiro livro recebido em parceria com a Companhia das Letras, uma conquista mais do especial para o Pitacos Culturais.

Estava tão ansiosa com a leitura desse livro por dois motivos: o primeiro é devido ao fato de ser Stephen King, um dos meus autores preferidos, me fazendo acumular 11 leituras só dele. O segundo é, claro, está relacionado a conquista da parceria, um acontecimento que eu jamais esperava que acontecesse, já que esse blog não tinha nenhuma pretensão ou objetivo.

Pois bem, o que achei de Mr. Mercedes? Primeiramente, acredito que a maioria dos fãs de King reconheçam que essa não é a sua melhor obra. Insônia, O Iluminado e It – A Coisa, todos publicados também pela Companhia das Letras (via Suma das Letras) são indiscutivelmente melhores, mas há um fato desse livro que me faz querer indagá-los: como julgar a primeira obra de uma trilogia?

Eu sei, você sabe e todo mundo sabe que o King é, literalmente, o rei das histórias gigantes. Julgar Mr. Mercedes é como falar mal de alguém que você acabou de conhecer, mas ainda não teve a chance de ir tomar um drink no bar ou jantar em casa. Eu, como fã do King, sei que ainda teremos muitas reviravoltas. Aposto meu fígado nisso.

“A vida é um festival de bosta com prêmios de merda.”

Vi no Skoob uns comentários sobre a pegada “policial” do livro, mas acho que Mr. Mercedes foge disso. Apesar de ser uma história de um detetive aposentado tentando descobrir quem é o responsável pelo maior assassinato de uma pacata cidade do meio-oeste, existe uma coisa que sempre devemos lembrar: King é o mestre do terror.

Ele não vai te dar histórias com crimes cabeludos e difíceis de solucionar. E se você espera isso, já digo para nem tentar se aventurar com esse livro. Porque o que você sempre vai encontrar é um escritor sempre atento aos detalhes, com personagens atípicos e com problemas que você jamais imaginaria que existem, com mortes inesperadas (nem tanto) e de forma cruel e, claro, uma narrativa sanguinária que te faz sentir medo, porque a mente imagina cada detalhe ou palavra.

Enfim, não quero deixar os futuros leitores desanimados ou ansiosos. A gente sabe que não é uma simples resenha que nos convence a ler ou não, porque se fosse assim eu já teria deixado de ler muita coisa nessa vida. Em resumo, quero ressaltar que esse é o primeiro livro do ano que dedico as minhas cinco estrelas com orgulho. Estava sentindo falta daquele friozinho na barriga, daquela falta de fôlego ou daquela vontade de continuar lendo mesmo com sono. E aguardemos pelos próximos episódios, que devem trazer muitas novidades…

“Toda religião mente. Todo preceito moral é uma ilusão. Até as estrelas são miragem. A verdade é a escuridão, e a única coisa que importa é fazer uma declaração antes de se entrar nela. Rasgar a pele do mundo e deixar uma cicatriz. É disto que se trata a história, afinal: cicatrizes.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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2 pensamentos em “Mr. Mercedes (King, Stephen)

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