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“Algumas coisas, coisas mágicas, são feitas para permanecer inteiras. Se você olhar os pedaços, elas somem.”

Eu tenho uns gostos pessoais bem ruins quando o assunto é seriado. O último que assisti foi The Ranch. Não que a série seja ruim, mas também não soma nenhuma coisa que deixe mais inteligente. Convenhamos: é apenas um bom passatempo.

Nos episódios, As Pontes De Madison, do americano Robert James Waller, é citado umas três vezes, mesmo que em contexto humorístico. Fiquei tão curiosa que resolvi que essa seria a minha próxima aventura literária. Cá estou. Primeiramente, peço desculpas a todas as pessoas que vieram aqui nesta página esperando ouvir que As Pontes de Madison é uma das mais lindas histórias de amor, porque se tem uma coisa que essa obra jamais será é linda, quanto mais uma história de amor.

O livro é curto, daqueles em que você lê muitas páginas em poucas horas porque a história se desenrola sem grandes devaneios. Robert Kincaid é um fotógrafo da National Geographic, e ganha a vida viajando e fotografando lindos lugares. Em sua passagem por Iowa, na busca pela Madison Bridge, conheceu Francesca Johnson. Ele é divorciado, ela é casada e tem dois filhos, mas ambos tem uma coisa em comum: a vontade de viver um grande amor, pois todos os outros amores antigos pareciam incapazes de fazê-los felizes.

Olhando assim de relance, podemos enxergar uma bonita história de amor. Duas pessoas na terceira idade, encontrando a chance de poder viver ao lado de uma pessoa capaz de te entender, mas… não! As Pontes De Madison é, explicitamente, uma história de traição. Francesca fica com Robert enquanto o marido e os dois filhos estão em um festival na cidade de Des Moines, durante quatro dias.

Por mais lindo que seja você se apaixonar ou simplesmente encontrar alguém que possa fazer com que se sinta completo, ficar com outra pessoa enquanto se está casada é traição e, não, amor. Ou estou errada? Só para vocês terem ideia do tamanho da minha inocência, cheguei ao último capítulo achando que Francesca era uma viúva solitária, mas me enganei. E pasmem: foi ela que correu atrás de Robert. Portanto, pra mim isso está longe de ser uma história de amor.

Mas Luciane, você não está sendo radical demais? Não discordo da minha radicalidade. Mas, no meu mundo, a traição não é algo bonito de se ver. Espera-se que, se acontecer, a pessoa tenha a dignidade de dizer que fez. Viver o resto de sua vida com esse mártir e, pra piorar, transformá-lo em história de amor (que é o caso de As Pontes De Madison), não me faz ter orgulho e sentimento algum pelo livro. Minha educação foi moldada dessa forma.

Enfim, de todo modo, o autor Robert James Waller tem uma narrativa de fácil compreensão e leitura. Isso é um ponto que, mesmo depois de tantas negatividades vistas por mim, pode ser considerada como uma coisa muito positiva. Nem tudo está perdido, e acho que vale a pena dar um chance para o livro. Ufa, desabafei!

Observação: a história rendeu um filme com direção de Clint Eastwood, incluindo-o no elenco com grandes nomes, como Meryl Streep. Ainda não vi, mas já está na lista. Vai que…

“Em um universo de ambiguidade, esse tipo de certeza só surge uma vez, nunca mais, não importa quantas vidas você viva.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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