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Quando eu era criança, tinha a mania de colecionar. Na verdade, não sei dizer bem se era uma colecionadora ou se era simplesmente apego. Sempre fui uma acumuladora de coisas, na maioria das vezes sem sentido, e acho que isso foi se perdendo com o tempo.

Em abril, fiquei sabendo da Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura, que conta com 28 edições ilustres de autores nacionais e internacionais, cujos clássicos não podem faltar na sua estante. Tem desde Machado de Assis até Tolstói, ou seja, pra quem sempre quis começar uma biblioteca e nunca soube como, essa é uma grande oportunidade.

O primeiro livro que eu escolhi pra ler não foi necessariamente uma escolha. Foi mais uma curiosidade em tentar descobrir como um autor conseguiu escrever uma grande história em tão poucas páginas. Se você já assistiu ao filme O Curioso Caso De Benjamin Button, vai entender o que estou querendo dizer. Pra quem não sabe, a narrativa é do americano F. Scott Fitzgerald, o mesmo que escreveu O Grande Gatsby.

Não é mistério pra ninguém o enredo de Benjamin Button: temos um bebê que nasceu com 80 anos, vivendo de forma retroativa e tendo que aprender a conviver com as diferenças que sua idade lhe pregou. Até então, nada parece tão extraordinário, mas, você já parou pra pensar como seria sua vida se tivesse a oportunidade de começar a viver de trás para frente?

Estava aqui pensando com os meus botões e cheguei a conclusão de que a vida seria bem mais legal. Envelhecer, querendo ou não, é uma ingratidão do tempo, que nos transforma fisicamente e mentalmente. Se eu tivesse a maturidade de uma pessoa idosa, conseguiria viver a vida de forma mais coerente, sem tantas crises ou neuras.

Mesmo com pouquíssimos detalhes, O Curioso Caso De Benjamin Button encanta por sua inovação. Já tivemos a invenção de mundos fantásticos, mas algo tão real e tangente nunca foi proposto. Será que estaríamos prontos para viver numa sociedade retrógrada, mesmo que não seja no sentido literal da palavra?

Observação: pra quem viu o filme de David Fincher, a sugestão é encarar o livro, que é tão original quanto a película. Apesar de não esquecer da brilhante atuação de Brad Pitt, é difícil lembrar de todos os detalhes. Mas, pra quem gosta de uma aventura rápida, vale a pena!

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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5 pensamentos em “O Curioso Caso de Benjamin Button (Fitzgerald, F. Scott)

  1. Fico feliz que estejam montando a biblioteca de vocês juntos e que tenham escolhido esta bela coleção. Realmente, esses autores não podem faltar em nenhuma biblioteca particular, querida amiga.
    Um grande beijo e parabéns aos dois pela belíssima iniciativa.
    Alex

    • Alex, obrigada pelo carinho! É uma atividade difícil, financeiramente inviável na maioria das vezes, mas muito gratificante. E, mesmo sendo particular, ela é um cantinho pra ser observado por todos. Leitor que é leitor gosta de trocar figurinhas.

      Um enorme abraço pra você! 🙂

      • Nossa! Alex, como você consegue manter tudo isso? Estamos com pouco mais de 200 livros e temos dificuldades de espaço, de ler tudo e até em saber o que realmente vale a pena ter ou não na estante. Só de ficar imaginando essa quantidade, tenho certeza que é uma linda biblioteca. Dá até uma invejinha. rsrs

      • Eu vivo com problemas de espaço, Lu. Estou fazendo a segunda estante planejada em casa, para mais uns 500…rs
        Vocês vão passar de 2000, tenho certeza. Vou torcer por isso.

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