Home

Mais polêmico do que mamilos*. É isso o que essa resenha promete ser, meus queridos leitores. Ok, não leve tão a sério isso. O que eu gostaria de ressaltar logo no começo é a minha satisfação em dizer que um livro sempre vai ser melhor que um filme. E não adianta vir com aquele papo de que o diretor tem sua visão, que o filme é uma coisa diferente de um livro e nem tudo pode ser aproveitado, ou qualquer outra justificativa. Nada substitui. N-A-D-A. Por quê?

Minha última experiência literária foi O Planeta Dos Macacos, do francês Pierre Boulle. A maioria das pessoas conhece esse nome por causa do filme, seja o primeiro (lançado em 1968) ou a versão do Tim Burton (2001). Eu era uma dessas pessoas, até encontrar essa edição da Aleph em uma baita promoção da Submarino, me fazendo levar essa obra para casa por apenas R$ 7,50 (sim, pasmem!).

Ok, mas vamos ao que interessa. Primeiramente, quero e preciso ressaltar a excelência na escrita e raciocínio de Boulle. Quem me conhece, sabe que tenho um preconceito bem grande com ficção científica. Tudo isso porque não gosto desse negócio muito lúdico ou cheio de fantasia e paixão por coisas inexistentes. Mas, tenho que dar o braço a torcer e confessar que O Planeta dos Macacos me surpreendeu um bocado.

A riqueza de detalhes faz com que os leitores consigam imaginar cada ação de Ulysse Mérou, o personagem principal. Caso você não tenha se identificado com o nome, vai entender o porquê no final dessa resenha. Juntamente com outros dois personagens, Mérou chega ao planeta Soror e descobre muitas similaridades com o planeta Terra: lá tem água, natureza, terra, oxigênio. O que realmente difere um do outro é sua população: Soror é habitada por macacos, gorilas e chimpanzés, divididos em castas (algumas raças se sobressaem a outras).

Ao ser capturado, Mérou descobre que esses animais, como são conhecidos na Terra, são muito desenvolvidos e tratam os humanos da mesma forma que eles são tratados. Ou seja, enquanto utilizamos esses animais para testes, em Soror são utilizados humanos para essa função. Nesse tempo, Ulysse conhece Nova, por quem se apaixona e é colocado em fase de testes emocionais, onde seu comportamento era avaliado por Zira, uma chimpanzé responsável pelo laboratório.

Mérou se sobressai com sua inteligência e é visto como um ser capaz de oferecer perigos aos demais habitantes, gerando assim conflito entre todos. Ao descobrirem que Nova está grávida dele, precisam fugir, já que o nascimento dessa criança é visto como uma afronta para os habitantes. É a partir desse momento que nos questionamos: será que esses animais são tão distantes, intelectualmente e fisicamente, de nós? Apesar das diferenças, em O Planeta Dos Macacos, será que temos direitos de explorar os outros? Somos tão racionais mesmo ou é mera impressão?

Agora, vem a parte mais esperada. Bom, logo após o término do livro, fiz uma pipoca e me preparei para ver o filme na versão mais recente, a do Tim Burton. Ao ler a sinopse no Filmow, já bateu aquela impaciência em ver que tiveram a coragem de mudar o nome dos personagens. No filme, Ulysse Mérou é Leo Davidson (Mark Walhberg) e Nova, que deveria ser tão importante, aparece numa versão repaginada e misturada com Zira, atendendo pelo nome de Ari (Helena Bonham Carter). Só a partir desse princípio posso considerar isso um desrespeito com a obra original, que teve cenários até franceses inclusos (devido a oriegem do escritor) e no filme não teve sequer alguma referência.

Sei que a magia do cinema encanta e que os efeitos utilizados nos filmes são para hipnotizar o público. Porém, como uma história tão bem construída por Boulle pode ser tão “adaptada”, a ponto de perder toda a essência do livro? Confesso que assisti com tanto desânimo que talvez não tenha percebido alguma semelhança. Até hoje, gosto de usar a obra literária e cinematográfica de O Poderoso Chefão (Mario Puzo) para exemplificar a primazia de como fazer um livro ganhar vida sem decepcionar tanto. Não entendo porque modificam a obra original e sempre vou levar a premissa de que não existe um filme que supere a originalidade de um livro. E tenho dito!

*Se você não entendeu essa referência, veja esse vídeo: https://youtu.be/wvJbhFYNfKU (HAHAHA)

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s