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Sempre tive muitas dificuldades para lidar com trilogias, sagas e afins. A ideia de ficar presa em uma história com mais de 400 páginas me assusta e, na maioria das vezes, me desanima. Mas, só mesmo um dos meus autores preferidos para conseguir essa façanha: Stephen King. E, se você já leu alguma obra dele, como por exemplo It – A Coisa, Insônia ou Sob A Redoma, está entendendo o que estou falando.

Bom, para quem ainda não sabe, o Pitacos Culturais é parceiro da Companhia das Letras em 2016. O primeiro livro recebido foi Mr. Mercedes, que é exatamente o primeiro livro da trilogia Bill Hodges (leia aqui a resenha). Esse mês, recebi Achados E Perdidos, o segundo. A expectativa, é claro, estava muito grande, pois fiquei bastante curiosa para saber o que iria acontecer com os personagens.

A primeira coisa que eu tenho para falar pra você(s), independentemente se tiveram a oportunidade de ler o primeiro livro, é que Achados E Perdidos é uma continuidade de Mr. Mercedes, mas de forma bem indireta. Mais uma vez, o ex-detetive Bill Hodges é protagonista de uma história cabeluda e sangrenta, envolvendo adolescentes, um assassino perigoso, muito dinheiro e literatura.

Ficou difícil de entender, né? Deixem-me explicar. Um garoto chamado Peter Saubers encontra um baú enterrado em seu quintal, com dinheiro e cadernos cheios de anotações de John Rothstein. Existem duas coisas que fazem Saubers ficar com o baú, mesmo não sabendo o risco que corria: o primeiro era a condição financeira da família, que não ia nada bem, e o segundo era sua paixão por Rothstein, um autor renomado e que havia sido assassinado há quase três décadas.

Morris Bellamy, o responsável pela morte de Rothstein e pelo roubo do dinheiro e das anotações que seriam a continuidade dos livros sobre Jimmy Gold, é preso por estupro e, mesmo com prisão perpétua, consegue sua condicional após muitos anos de cadeia. A primeira coisa que ele faz é buscar seu baú, mas se depara com ele vazio, surgindo então um sentimento de fúria tão grande que acabou rendendo muitas mortes.

É exatamente nesse momento que revemos o herói de Mr. Mercedes nas páginas. Bill Hodges aparece para solucionar o problema que Saubers se enfiou. Enquanto isso, precisa correr contra o tempo e anotar todas as pistas, descobrindo então que o assassino de Rothstein está mais vivo e solto do que nunca. Apesar do final feliz, King ainda deixa muitas brechas para o leitor da trilogia. Terei que ver com os meus próprios olhos em Último Turno, que tem previsão de lançamento para outubro de 2016.

Ah, antes de terminar esse texto, quero ressaltar o lado literário em Achados E Perdidos. Diversos autores americanos, como Hemingway, Bellow, Conrad, etc. são citados durante a obra, já que John Rothstein seria um autor tão renomado quanto esses que realmente existem. Eu acabei vacilando e não anotei todos, mas sei que King usou grandes nomes da literatura americana, então basta dar um Google para que a lista de vocês fique ainda mais rica. E olha só que coincidência: esses três que eu citei são vencedores do Nobel.

“Sempre que alguém dizia que ia ser sincero, na maioria dos casos a pessoa estava se preparando para mentir mais rápido do que um cavalo a galope.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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Um pensamento em “Achados e Perdidos (King, Stephen)

  1. Pingback: Último Turno (King, Stephen) | Pitacos Culturais

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