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Foi difícil admitir que estava devendo uma resenha do norte-americano Edgar Allan Poe por aqui. Desde que comecei esse projeto, posterguei a leitura desse autor por simplesmente não sentir que seria uma experiência boa. Como o próprio título do livro sugere, Histórias Extraordinárias é um compilado de tudo o que há de bom (e ruim também, por que não?) do “mestre do terror”, escrito em aspas mesmo, só para lembrar que eu e você não somos iguais a todo mundo – assim diriam as nossas mães.

Acho que nem preciso falar que a expectativa estava bem grande, ainda mais depois de assistir ao seriado da Fox, intitulado Contos Do Edgar. Pra quem não sabe, essa série é brasileira e é baseada nos principais contos de Allan Poe, entre eles “O Gato Preto”, “Berenice”, entre outros. Ou seja, se você curte um terror psicológico, tenho certeza que vai curtir a série, mas, quanto ao livro, o terror está em outro nível, talvez não tão dramático e assustador.

Não se engane. Histórias Extraordinárias é bom sim, mas para a época em que foi escrito. No século XIX, os cenários e personagens que despertavam medo e horror aos leitores era bem diferente dos thrillers atuais. Allan Poe está mais para um romance policial do que para o terror propriamente dito, onde na minha opinião o norte-americano Stephen King cumpre bem esse papel. A escrita do autor é bastante moderna para ter sido escrito numa época em que Charles Dickens, Jane Austen, Fiódor Dostoiévski, Herman Melville, Leon Tolstói e Mark Twain surpreendiam o público com seus romances.

Antes de dizer adeus, nada mais justo do que explicar para vocês o que faltou em Allan Poe para que eu o considerasse um mestre do terror: mais sangue, mais violência, mais situações anormais. Sei que é inapropriado uma fã de Stephen King querer justificar a capacidade de um clássico da literatura não ter chamado tanto a minha atenção. Mas, a cada página, você consegue ver que os personagens e cenários criados por Allan Poe são tradicionais e não fogem do comum.

É claro que tem aquele mistério que todo mundo gosta e nem por isso vou deixar de admitir o que todo mundo já sabe: o autor é bom. E ter sido um precursor nesse gênero me faz ter que concordar que, mesmo vivendo tão pouco, Allan Poe deixou um legado que é premissa para todo leitor que busca uma leitura de qualidade.

“Há qualquer coisa no amor abnegado e sem egoísmo de um animal que vai diretamente ao coração de quem tem tido frequentes ocasiões de pôr à prova a amizade mesquinha e a fidelidade frágil do simples homem.”

historias_extraordinarias

Fonte: Skoob

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