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Eu sou uma Maria vai com as outras no inverso. Daquelas que, se todo mundo diz que é ruim, eu vou lá e experimento só para contrariar e vice-versa. No caso de Suicidas, o primeiro romance do autor brasileiro Raphael Montes, o que aconteceu foi exatamente o contrário: fui atraída pelas 4,6 estrelinhas no Skoob, fazendo com que eu passasse o livro na frente de muitos outros que estavam na lista de espera. O resultado foi aquele misto de “uau” com decepção (não daquelas que deixam a gente com raiva), e você pode conferir o porquê a partir do próximo parágrafo.

O que é Suicidas? É o primeiro romance policial do Raphael, que conta a história de nove jovens que se encontram para uma roleta-russa, após a morte misteriosa dos pais de Zak. A narrativa é escrita em primeira pessoa e contada por Alessandro, um dos principais personagens da trama. Os capítulos se intercalam entre os acontecimentos que Alessandro toma nota, a descrição do autor e as conversas entre uma delegada e as mães de todos os envolvidos. E aí, será que a tensão vai tomar conta de você?

Bom, quem acompanha o Pitacos Culturais deve saber o meu amor por romances policiais. Comecei com Sidney Sheldon, transitei por Tess Gerritsen e Agatha Christie e mergulhei muitas vezes em Stephen King. Quantas noites perdi ou quantas vezes meu coração foi parar na boca? Perdi as contas. Mesmo com uma predileção por tais autores, confesso que sempre faço o possível para renovar meu catálogo com novos autores. Só que nem sempre a experiência faz jus à expectativa que eu estava sentindo. E nada mais triste do que uma frustração literária.

Além do meu amor por romances policiais, tenho o meu “amor e ódio”pela literatura brasileira. Já contei o porquê em alguns posts, mas, isso nunca foi empecilho para que eu experimentasse o que tem de bom (e ruim) na terra onde nasci. Quando escolhi Suicidas e li sua sinopse, a sensação que tinha era de que eu iria perder minhas noites, como há muito tempo não tenho feito por nenhum livro. O que você encontra nesse livro é uma história interessante, com começo, meio e fim bem elaborados, e alguns momentos eletrizantes.

Mas faltou. Faltou aquele “tchan”, aquele “caralho”, aquele “puta que pariu”, aquele “meu Deus”. Sim, mas quem sou eu para julgar um autor que, com apenas 22 anos, lançou seu primeiro livro no mercado literário e ainda acumula diversos prêmios? Nada. Todo o alvoroço que vi nas resenhas me convenceu a ir, mas não foi forte o suficiente para me fazer ficar. O santo não bateu, me desculpem.

De todo modo, quero ressaltar que minha crítica é apenas no estilo de escrita de Raphael Montes, que não me agradou à primeira vista. Gostei bastante dos capítulos descritivos, mas confesso minha impaciência para os diálogos. Os acontecimentos são coerentes e fazem com que o leitor entenda perfeitamente o que está acontecendo. E é exatamente por causa desses motivos que deixarei registrado aqui a minha responsabilidade de dar uma chance para os outros livros do autor, como “Dias Perfeitos” (Companhia das Letras) e “O Vilarejo” (Suma de Letras).

“Na verdade, todos temos medo de morrer, daquela incerteza escondida de saber se voltaremos vivos para casa, se teremos mais uma noite de sono, mais uma noite de sexo, assistiremos a mais um bom filme ou teremos tempo de terminar o livro que começamos a ler. Afinal, tudo acaba. Ninguém morre vazio de sonhos. O morto é enterrado com seus projetos, seus desejos, tudo… Num átimo, o tudo vira nada, e é só. A vida continua. Deus aperta o “stop”, e acabou sua vez nesse mundinho.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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