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Se você já leu Admirável Mundo Novo, do britânico Aldous Huxley, e A Guerra Dos Mundos, também do britânico H. G. Wells, não vai ter a menor dificuldade de se divertir com A Fábrica De Robôs, uma ficção científica teatral do tcheco-eslovaco Karel Tchápek. Recebi o livro em parceria com a Editora Hedra e vocês acreditariam se eu dissesse que a minha opinião sobre a obra foi baseada apenas no último parágrafo?

De fácil leitura e escrito anos antes da morte de Tchapek, A Fábrica De Robôs é uma peça teatral visionária, se formos considerar o contexto da época em que foi escrito. A história retrata o que o próprio título diz: um cientista que descobre a fórmula para fabricar robôs com o máximo de semelhança aos humanos, porém, a sua produção descontrolada chega a ameaçar o futuro dos poucos humanos que ainda restam.

Desprovidos de sentimentos e criatividade, os robôs passam a executar todas as tarefas humanas, transformando o trabalho em uma atividade obsoleta. Helena, a filha do inventor da Robôs Universais Rossum (R.U.R.) tenta impedir que a invenção se torne uma verdadeira catástrofe, porém, a atitude acontece tardiamente. Os robôs se unem e planejam uma revolta, alegando que também merecem ter sentimentos.

Alquist, o Engenheiro Civil da R.U.R. é o único sobrevivente dessa guerra, ficando incumbido de dar vida ao planeta após a morte dos responsáveis por esse crescimento populacional de robôs de forma desordenada. O resultado é a frustração do único e último ser humano vivo em um lugar onde pessoas estéreis são apenas criações para suprir as necessidades de pessoas egoístas.

Mesmo sem nenhuma novidade, A Fábrica De Robôs surpreende por sua simplicidade. Faz passar o tempo e nos faz entender que não importa quantos anos passem: só o amor resiste e constrói tudo. Leitura recomendadíssima!

Observação: a palavra “robô”, cujo significado em tcheco é “servidão/trabalho forçado”, foi incorporada em quase todos os idiomas, sendo difundida e usada pela primeira vez na peça de Tchápek.

“[…] Lembrei-me de que a história não é feita de grandes sonhos, mas das pequenas necessidades de todas as pessoas insignificantes, honradas, um pouco desonestas, egoístas, de fato, de todo mundo. Todos os pensamentos, amores, planos, heroísmos, todas essas coisas aéreas servem apenas para que o homem seja empalhado com elas…”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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2 pensamentos em “A Fábrica de Robôs (Tchápek, Karel)

  1. Pingback: Eu, Robô (Asimov, Isaac) | Pitacos Culturais

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