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Poucas pessoas sabem que eu nunca prestei um vestibular grande (exceto Enem, que é obrigatório), tipo Fuvest, Unicamp, entre outros, que a maioria dos formandos do Ensino Médio sonham em fazer. O que, logicamente, te faz presumir que a minha leitura de livros para vestibular esteja bem defasada. Afinal, como não tive essa pretensão de ser uma estudante de universidades públicas e renomadas, a minha obrigação com esse tipo de literatura foi deixada de lado.

Mas, como diz o ditado popular: “antes tarde do que nunca”. Por isso, cá estou para fazer os meus comentários sobre Vidas Secas, do autor brasileiro Graciliano Ramos, um dos livros mais indicados na lista de livros para vestibulares. Esse clássico, que é utilizado como referência na literatura nacional, é bastante lembrado pelos seus personagens e seu cenário tipicamente brasileiros.

Fabiano, Sinha Vitória, seus dois filhos (identificados como mais velho e mais novo) e a cachorrinha Baleia contam a sua trajetória sob o sol escaldante do Nordeste do Brasil. O cenário é a seca que, como muitos sabem, castiga a todos aqueles que não tem condições de produzir sua própria renda. O clima é de tensão e Fabiano, homem da família, tenta melhorar a vida da esposa e dos filhos. Para te ajudar a entender melhor a história, recomendo que leia o resumo do canal Educação, da Globo (clique aqui) – caso não queira um spoiler, a sugestão é que leia o livro mesmo: é curto e passa bem rápido.

Bom, mas é só isso, Luciane? Não. Existem muitos pontos que você precisa considerar em Vidas Secas, pois ao contrário do que o resumo acima parece, essa obra do Graciliano Ramos não é tão simples. É uma narrativa com uma estrutura que mostra claramente o que os personagens estão sentindo a cada momento, desde o período difícil da seca até o momento da fuga dos patrões malvados e exploradores, mesmo com uma linguagem coloquial explícita.

Em resumo, Vidas Secas nada mais é que uma ficção realista, mostrando os problemas sociais da nossa sociedade, independente da época. A seca, retratada por Graciliano Ramos, é uma ótima analogia reflexiva sobre as condições que os nordestinos vivem e sentem. E, mesmo acontecendo tão perto de nós, não estamos em condições de entender o porquê a realidade é cruel apenas com uma parcela de pessoas.

Deixo aqui a minha discussão: o que é privilégio para você, se pudesse comparar sua atual situação com a dos personagens de Vidas Secas?

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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