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“Não devemos nunca contar com ninguém para ter respostas às nossas perguntas.”

No início do mês, o cantor e compositor americano Bob Dylan foi laureado o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2016. A surpresa tomou conta de muitos leitores, afinal, pudemos descobrir que a premiação vai além das poesias, crônicas e romances. O que se leva em consideração é quem sabe trabalhar com as palavras, contribuindo para a cultura em geral.

Em 2014, o francês Patrick Modiano foi o homenageado pelo maior prêmio literário do mundo. Segundo a academia sueca, o autor foi citado pela “arte da memória com a qual ele evocou os destinos humanos mais inatingíveis e descobriu a vida do mundo da ocupação”. Coincidentemente, a obra Para Você Não Se Perder No Bairro foi lançado nas livrarias, uma ficção que condiz totalmente com a alegação da premiação.

É normal que o leitor estranhe que um vencedor de Nobel de Literatura lance um livro curto, de aproximadamente 140 páginas, justamente no ano em que é laureado. Mas nunca enxerguei a quantidade como uma característica que indicasse a qualidade de uma obra literária. E Modiano mostra exatamente o poder de uma narrativa curta, rápida e sem firulas, aproveitando o próprio cenário francês para contar a história de um escritor (seria Modiano?).

Jean Daragane perde sua caderneta de contatos e endereços e dois desconhecidos entram em contato com ele por apenas um motivo: descobrir quem é Guy Torstel, um dos nomes encontrados nas páginas. Apesar de não se lembrar quem é a pessoa citada, Daragane descobre que o nome tem relação com seu passado, fazendo-o investigar por conta própria.

Existe um ditado popular que diz “quem procura acha”. No caso de Daragane, a premissa faz todo o sentido, onde é impossível nos livrarmos daquilo que permanece em nossas memórias. Seguir as pistas do que ficou mal resolvido e buscar respostas daquilo que ninguém perguntou, nem mesmo você. Leitura recomendada, mas com uma recomendação: não tente entender Para Você Não Se Perder No Bairro.

“Acabamos sempre por esquecer os detalhes incômodos ou muito dolorosos de nossas vidas.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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