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São pouquíssimas as vezes que tive a oportunidade de terminar uma saga/trilogia. Essa sensação, que chega a ser um misto de cansaço, decepção, ansiedade e alívio, é uma das coisas mais bacanas que eu já pude vivenciar. Melhor ainda quando esse sentimento vem de um dos seus autores preferidos, nesse caso, estou falando do norte-americano Stephen King.

Lançado neste ano pela editora Suma das Letras, a trilogia Bill Hodges é formada por Mr. Mercedes, Achados E Perdidos e Último Turno. Quem está acostumado com o King de O Iluminado, It – A Coisa, Insônia, Carrie e As Quatro Estações pode ter algumas dificuldades para entender a simplicidade da mais recente obra do mestre do terror.

Contextualizando as três histórias, é preciso lembrar o que acontece na trilogia: temos Bill Hodges, o detetive aposentado que é responsável por deter Brady Hartsfield, o assassino na Mercedes. Juntamente com eles, temos os irmãos Jerome e Barbara, Holly Gibney e Pete Huntley, que são cruciais para o desenvolvimento da trilogia que tem Hartsfield como personagem principal.

Enquanto Mr. Mercedes introduz cada personagem e o propósito do assassinato, Achados E Perdidos é apenas um complemento e não diz muito sobre o futuro do assassino na Mercedes. Somente em Último Turno podemos conhecer a relação entre os três livros que, ao contrário do que muitos imaginam, não tem o King em sua melhor fase sanguinária. Como sempre, o que se vê em suas páginas são elementos psíquicos, de terror e de suspense, bastante comuns aos fãs do autor.

Brady Hartsfield está de volta e mais vivo do que poderíamos imaginar. Bill Hodges, que já havia esquecido da existência dele, é convocado pelo policial Huntley para investigar uma série de suicídios na cidade. Juntamente com Holly, descobrem que um aparelho eletrônico com jogos simples, monitorado pelo assassino na Mercedes, é responsável por incentivar as mortes. A pergunta que fica é “como isso poderia ter acontecido?”, ainda mais se Hartsfield é considerado um inválido desde o dia em que Holly o massacrou com o Porrete Feliz.

Apostei minhas fichas em King e, apesar de não ter dado nota máxima para a obra como nas anteriores, Último Turno finaliza e contextualiza o começo, meio e fim de um assassino e de seu perseguidor. Se ainda faltam motivos para você lê-la, eis aqui o resumo da obra: a trilogia Bill Hodges é bem atual, acontece nos últimos dez anos e mostra como a tecnologia pode ser usada a favor ou contra nós mesmos.

Os sentimentos como a vingança e até o amor aparecem nas páginas de King, que tem uma forma sutil e única de fazer histórias de terror – esqueça a ideia de que o autor faz romance policial, pois ele não faz, literalmente. Mas se quiser se aventurar pelo universo de Stephen King, a premissa é: nem todo vinho envelhecido é melhor. 

“O tarde demais sempre chega cedo demais.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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