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Tive uma infância e adolescência em meio aos livros, mas não fui daquelas que consumia os best-sellers do mercado (e continuo não sendo). Harry Potter, Crepúsculo, O Senhor Dos Anéis e As Crônicas De Nárnia são algumas das mais famosas sagas do mercado que passaram despercebidas e sequer tive o interesse. O lado ruim disso é não ter como comentar sobre o que é do gosto popular, além de ouvir piadinhas do tipo “ai, não acredito que você nunca assistiu/leu”.

Antes de começar a resenha, eu queria dizer uma coisa: isso é chato, gente. Não julgo ninguém por não ter lido Samuel Beckett ou F. Scott Fitzgerald, então por que vocês fazem isso comigo? Apesar de toda essa indignação, me propus a ler um dos maiores clássicos da literatura infantil universal: O Hobbit, do britânico-barra-sul-africano  J. R. R. Tolkien, que foi escrito para seus filhos.

A maioria das pessoas aqui já deve ter visto a série de filmes que foram lançados após a sequência da saga O Senhor Dos Anéis. E para quem achou que três filmes eram muitos para um livro só, está enganado. Tolkien é um maldito autor detalhista, que cria muitos personagens e situações que fica até impossível fazer um resumo de suas obras.

Comecemos então pelo personagem principal, o Bilbo Bolseiro, que é convidado a roubar uma parte do tesouro conquistado pelo temível dragão Smaug. Durante sua jornada, o cenário é de montanhas e florestas, onde muitos personagens anões o acompanham. O anel mágico que o torna invisível é um grande aliado e, mesmo sem perceber, Gandalf, o feiticeiro, está onipresente em quase todas as situações de perigo.

Existe uma outra curiosidade que me faz refletir se o Tolkien fez isso para confundir ou facilitar seus leitores. Os personagens têm nomes parecidos, como Thror, Thrain e Thorin, e os cenários são bem descritos e existe uma temática de fantasia muito forte, fazendo com que você descreva cada capítulo no seu imaginário.

Apesar da linguagem simples, é preciso confessar que O Hobbit é um livro cansativo. Muitas vezes, me vi arrastada pela preguiça porque os atrativos da história só funcionam para quem gosta de ficção. Por diversos momentos, a minha imaginação estava cansada de tanto mais do mesmo, porque a narrativa é linear, ou seja, você consegue prever as situações sem muito esforço. De todo modo, é uma linda obra de literatura infantil e merece espaço na estante.

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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