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A maioria das pessoas tem resistência a indicações de livros. Não adianta falar o contrário, negar as evidências ou fingir que isso não acontece, porque é uma das principais realidades dos leitores.  Toda vez que alguém me recomenda uma obra, a sensação é de que as pessoas querem que eu seja igual a elas, sendo que, para mim, ser leitor é um universo único. Apesar dos gostos em comum, somos todos diferentes.

Recentemente, me rendi a indicação do livro Eu, Robô, do mais famoso autor russo e de ficção científica, Isaac Asimov. Após muita insistência do meu namorado, resolvi dar o braço a torcer e segui a indicação. O resultado foi bastante positivo e renderam quatro estrelinhas no Skoob, o que, para quem me conhece, significa muita coisa. Agora, vamos lá para as minhas considerações.

Sim, Eu, Robô está ligado àquele filme estrelado pelo Will Smith. Não assisti a obra cinematográfica, mas tive a oportunidade de ler a primeira obra que difundiu e usou a palavra “robô” na literatura (veja a resenha aqui). Ao terminar a obra de Asimov, fiquei feliz que o autor reconheceu a influência de outro em seus textos, pois poucos sabem que Asimov foi apenas um dos grandes precursores do mundo robótico, mas não seu inventor.

É importante lembrar que Eu, Robô é uma coletânea de nove contos publicados periodicamente no jornal, em um período em que Asimov era colunista. Quando lidos juntos, as histórias se cruzam e formam uma obra incrível, mostrando a evolução dos robôs através do tempo, desde sua submissão até a rebelião. O que só demonstra que, apesar de serem conhecidos por “não terem sentimentos”, os robôs têm intuições que os fazem agir de determinada forma de acordo com cada situação.

Um dos pontos mais interessantes e acredito que, mesmo não sendo indicado por um cientista, é considerado como Leis da Robótica, conforme vocês podem conferir abaixo:

  • 1ª Lei: um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Lei.

Cada vez mais, vemos notícias de como os robôs estão presentes em nosso dia a dia. Seja para uma facilidade ou para uma simulação, a tecnologia está se aproveitando dessas máquinas e é engraçado ver essas notícias, ainda mais após de ler a obra de Asimov. Dias atrás, fiquei abismada em ver que a SPTrans substituiu os pontos de recarga do Bilhete Único  por totens que, muitas vezes, não cumprem sua função, vivem quebrados e sem manutenção.

Será mesmo que o mundo está pronto para tanta artificialidade? Será que os cientistas já estudaram os robôs tão bem a ponto de mudarmos nossa estratégia e substituirmos tudo por máquinas? No final do livro, você consegue perceber quem sobrevive e descobre também que a nossa inteligência está ficando artificial, mesmo sendo humanos. Fica a reflexão.

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