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Dizem que não devemos julgar um livro pela capa… Mas, será que julgar o título está liberado? Essa é uma das pouquíssimas ocasiões em que um título foi muito mais importante do que a capa e quem conhece as edições de bolso da Saraiva com a Editora Nova Fronteira sabe exatamente do que estou falando.

Bom, o livro escolhido dessa vez foi o clássico literário O Médico E O Monstro, do escocês Robert Louis Stevenson. Na minha querida inocência, cheguei a imaginar que a obra se tratava de uma história com contextos à la Mary Shelley e sua mais famosa criatura, o Frankenstein. Mas, me enganei.

Tem terror? Tem sim. Tem mistério? Tem também. E é tão bom quanto Shelley, com a diferença que esse tem psicologia e ciência ao mesmo tempo. Podemos começar falando dos personagens, que são poucos, mas têm um papel importante na história. Em alguns momentos, você chega até a confundir quem é quem e surge uma dificuldade em identificar quem é ou não é real.

Um desses personagens é o Dr. Henry Jekyll, que criou uma substância que transforma o ser humano em uma pessoa demoníaca. Afinal, se o bem e o mal existem, por que não podem existir na mesma pessoa? Nesse caso, a maldade responde pelo nome de Edward Hyde. A narrativa se passa na Londres antiga e, no meio disso tudo, temos o Mr. Utterson, que começa a desconfiar das atitudes do seu amigo e médico.

O Médico E O Monstro é um exemplo claro do transtorno dissociativo de identidade, também conhecido como “dupla personalidade” em uma só pessoa. Apesar de Stevenson usar uma droga como motivo pressuposto das atitudes duvidosas de Dr. Jekyll, o que podemos comparar aos tempos atuais é que isso já acontece sem a influência de drogas e o estresse intenso é um dos fatores.

Parece complexo, não é mesmo? Mas, relaxa! Stevenson é um daqueles autores que provam que não é preciso mais de mil páginas para se contar uma boa história, dividindo-as em capítulos curtos e consistentes. É aquela leitura rápida, que vai te entreter em qualquer lugar e o melhor de tudo: é um clássico que abre muitas portas. E se você ainda não leu Mary Shelley, não perde tempo também!

“Ora, dinheiro é vida para o homem. Nada mais temos a fazer além de esperar por ele no banco e distribuir os impressos dizendo que é procurado.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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